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Pontes são registro de conflitos, transformações e da vida em Londres

Atualizado em  6 de junho, 2012 - 11:29 (Brasília) 14:29 GMT

Pontes de Londres

  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    Inaugurada em 1894 após oito anos de construção, a Tower Bridge, uma das mais famosas da cidade, foi concebida para facilitar o trânsito rumo ao leste de Londres, que estava ficando densamente povoado. Ela se abre para a passagem de navios. Em 1952, um motorista de ônibus ganhou notoriedade ao saltar, dirigindo o veículo, de um lado ao outro da ponte enquanto esta se levantava. Ninguém ficou ferido. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    Uma das mais fotografadas e pintadas de Londres, a Westminster fica ao lado do Big Ben e do Parlamento – este teve de ser temporariamente evacuado por causa do “Great Stink” (“grande fedor”) de 1858, quando o rio Tâmisa estava tão contaminado pelo esgoto que o cheiro se tornou insuportável para os parlamentares. A versão atual da ponte foi inaugurada às 3h45 da manhã em 24 de maio de 1862, momento escolhido por ter sido o horário do nascimento da rainha Vitória, 43 anos antes. É a ponte mais antiga em uso na Londres central. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    Aberta em 1873, a ponte Albert foi concebida como um empreendimento comercial para a cobrança de pedágios, a partir da constatação de que o sudoeste de Londres estava se desenvolvendo rapidamente. A iniciativa fracassou, mas a ponte é hoje considerada uma das mais bonitas da cidade, por seu design e por ser iluminada à noite por 4 mil lâmpadas. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    Historiadores acreditam que a primeira ponte de Londres foi construída pelos romanos em madeira, no ano 52, onde hoje fica a London Bridge. Destruída diversas vezes por conflitos ou ações naturais, ela foi reconstruída em pedra em 1209, ao longo de 33 anos e do reinado de três monarcas (Henrique 2, Ricardo Coração de Leão e João). A ponte testemunhou eventos históricos, como a passagem de Carlos 2º para reconquistar o trono em 1660, após a restauração da monarquia. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    Aberta em 2000, a Millenium é a mais nova ponte de Londres, ligando a Catedral de São Paulo à Tate Modern. Para que permitisse uma vista mais limpa, teve seus cabos de sustentação instalados mais abaixo. Foi fechada apenas dois dias depois de sua inauguração – o excesso de público e o próprio design da ponte fizeram com que ela balançasse. Ainda que isso não apresentasse perigo, o medo causado nas pessoas fez com que ela fosse restaurada, para ser reaberta em 2002. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    Criada originalmente em 1817 e pintada por Claude Monet e John Constable, a ponte Waterloo foi reconstruída nos anos 1930 sobretudo com mão de obra feminina, já que os homens haviam sido recrutados para a Segunda Guerra. Isso lhe rendeu o apelido de Ladie’s Bridge (Ponte das Damas). Foi a única ponte londrina a sofrer diversos bombardeios alemães na Segunda Guerra e só foi finalizada em 1945. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • Rafael Estefanía - BBC Brasil
    A Blackfriars foi criada no século 18 e batizada originalmente de William Pitt (então premiê britânico), mas mudou de nome quando o político perdeu popularidade. O nome Blackfriars vem de um monastério do século 13 que ficava ali perto. Reconstruída em 1869, mais de cem anos depois ela foi cenário do enforcamento do célebre banqueiro italiano Roberto Calvi, em 1982. Inicialmente pensou-se em suicidio, mas logo investigações levantaram a possibilidade de ele ter sido morto pela máfia italiana após desavenças em uma operação de lavagem de dinheiro. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
    A Hungerford é composta por três pontes estreitas, usadas para a passagem de trem e pedestres. Uma delas, conhecida como Charing Cross Bridge, foi pintada diversas vezes por Claude Monet, em quadros que retratavam a névoa e o céu cinza que marcavam a Londres do final do século 19. (Foto: Rafael Estefanía - BBC Brasil)
  • (Foto: Paula Idoeta - BBC Brasil)
    Aberta em 1887, a ponte de Hammersmith foi o cenário de contratempos no século 20: vítima de três atentados do IRA (Exército Republicano Irlandês, em 1939, 1996 e 2000) e fechada para reforço de suas estruturas ao longo dos anos 1990. (Foto: Paula Idoeta - BBC Brasil)
  • (Foto: Paula Idoeta - BBC Brasil)
    Aberta em 1777, a ponte Richmond ficou conhecida na época por sua estrutura simples e elegante, com 13 arcos. Foi pintada por John Constable e JMW Turner. Fica no extremo oeste, em uma região bucólica e popular para passeios de barco. (Foto: Paula Idoeta - BBC Brasil)

As pontes de Londres

Do centro ao oeste de Londres, o rio Tâmisa abriga 33 pontes ao longo de 37 quilômetros. A BBC Brasil percorreu dez delas para mostrar alguns dos pontos mais emblemáticos da capital britânica, bem como as histórias curiosas que essas passagens abrigam.

Esta é a primeira de uma série de galerias de fotos semanais que mostrarão a diversidade de Londres ao longo das oito semanas que faltam para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012. Os temas das galerias foram escolhidos pelos jornalistas da BBC Brasil, retratando ângulos pouco conhecidos da capital britânica que servem como exemplo da diversidade e da singularidade da cidade.

Nesta galeria, as pontes foram escolhidas por oferecerem algumas das melhores vistas da cidade, porque tiveram um importante impacto na história de Londres e porque mostram a relevância do Tâmisa para a vida dos londrinos, de leste a oeste - do seu agitado centro financeiro (a City) à bucólica região de Richmond.

"Cada ponte tem uma relação histórica com a época em que foi criada. Todas tiveram sua dose de triunfo e tragédia", aponta o livro London´s Bridges - Crossing the royal River, de Ian Pay, Sampson Lloyd e Keith Waldergrave. "Elas são uma parte vital da infraestrutura de Londres, ao permitir que a cidade se mova, e a expansão social e comercial da cidade está, de alguma forma, ligada ao desenvolvimento das pontes."

Algumas das histórias retratadas no livro ilustram esta galeria de fotos. Veja abaixo qual a estação de metrô mais próxima de cada uma das pontes retratadas na galeria e quais as atrações ao seu redor:

Tower Bridge: estação de metrô de Tower Hill; ao seu lado fica a Torre de Londres

Ponte de Westminster: estação de Westminster; próxima ao Big Ben, ao Parlamento britânico, à roda-gigante London Eye e ao Aquário de Londres

Ponte Albert: estação Sloane Square; a ponte liga o sofisticado bairro de Chelsea ao parque Battersea

London Bridge: estações de metrô London Bridge e Monument; ali perto fica o Borough Market, e do outro lado está o centro financeiro de Londres e o monumento erguido em recordação pelo grande incêndio de Londres em 1666

Ponte Millenium: Estação London Blackfriars; liga o museu Tate Modern à Catedral de São Paulo; ali perto fica também o Museu de Londres

Ponte Waterloo: estação Waterloo; ali fica o complexo cultural Southbank

Ponte Blackfriars: estação London Blackfriars; fica perto dos jardins de Victoria Embankment

Pontes Hungerford: Estações: Waterloo e Embankment; Liga a estação de trem de Charing Cross ao centro Southbank e à roda-gigante London Eye

Ponte Hammersmith: Estação Hammersmith; a ponte está entre os bairros de West Kensington e Hammersmith

Ponte de Richmond: Estação Richmond; ali perto fica um enorme parque de mesmo nome.

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