Projeto na Espanha tenta salvar felino mais raro do mundo

Atualizado em  13 de abril, 2012 - 10:42 (Brasília) 13:42 GMT

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Animal criado em cativeiro foi libertado e será monitorado para que dê continuidade à espécie.

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Uma pequena multidão comemorou neste mês ao assistir à libertação de exemplares do felino mais ameaçado de extinção.

E sua terra natal não é a África ou a Ásia, mas o continente europeu.

O lince ibérico já teve uma população numerosa pela Espanha e por Portugal. Mas, em 2005, esse número caiu para apenas 150, fazendo dele o mais ameaçado entre os 36 tipos de gatos selvagens do mundo.

Um dos fatores a deixá-lo perto da extinção foi a perda de sua principal fonte de alimentos: coelhos, que foram dizimados por doenças. A destruição de seu habitat também contribuiu para o declínio dos linces.

"O lince ibérico é uma espécie-chave no ecossistema do Mediterrâneo", disse Miguel Simon, diretor de um projeto de defesa dos linces. "É um predator importante, e, se preservarmos esta espécie, preservaremos todo o ecossistema."

Cativeiro

Primeiras espécies foram libertadas após criação em cativeiro

A gravidade da situação identificada há alguns anos fez com que conservacionistas espanhóis decidissem remover alguns dos linces da natureza selvagem para criá-los em cativeiro, onde pudessem se reproduzir.

A iniciativa fez com que cerca de cem novos animais nascessem sob os cuidados de veterinários.

Ao mesmo tempo, graças a medidas para a restauração do habitat natural, a população selvagem também cresceu, para cerca de 300 linces ibéricos.

Diante do sucesso, os conservacionistas se prepararam para o passo seguinte: libertar os linces cativos na natureza, algo que foi realizado neste mês, com três linces.

Inicialmente hesitantes, eles deram seus primeiros passos rumo à liberdade. Os animais receberam coleiras, que permitirão que cada movimento seu seja monitorado.

"Estou um pouco preocupado, porque não sabemos o que vai acontecer (com o animal na natureza selvagem). Mas temos que tentar", declarou Guillermo Lopez, veterinário que cuidou dos linces. "Há alguns anos, tudo parecia tão difícil, mas agora estamos chegando perto da bem-sucedida conservação da espécie."

No total, cerca de 15 linces cativos devem ser libertados neste ano.

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