Arqueólogos escavam túneis usados na Primeira Guerra Mundial

Atualizado em  3 de novembro, 2011 - 15:10 (Brasília) 17:10 GMT

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Galerias foram usadas durante a Batalha de Somme, no norte da França.

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Arqueólogos estão pesquisando mais de seis quilômetros de túneis no norte da França, local de uma das batalhas mais famosas da Primeira Guerra Mundial, a Batalha de Somme.

Os túneis estão sendo reabertos por uma equipe de arqueólogos franceses e britânicos. Alguns deles chegam a ficar a mais de 30 metros de profundidade.

Seguindo velhos mapas para se orientar no labirinto de túneis, os arqueólogos percorrem caminhos que ficaram fechados durante mais de 90 anos.

O vilarejo de La Boisselle, onde os túneis foram encontrados, fica no caminho dos ataques do Exército Britânico na Batalha de Somme. Muito antes dos soldados ocuparem as trincheiras, equipes especializadas em túneis abriram estes caminhos, para colocar explosivos que abririam brechas nas defesas alemãs.

Arqueólogos escavam túneis usados na Primeira Guerra Mundial (BBC)

Arqueólogos escavam túneis usados na Primeira Guerra Mundial (BBC)

Os mapas da época ajudaram os pesquisadores a traçar o desenho dos túneis e trincheiras. E uma tecnologia simples os levou até a entrada dos túneis: os que estão dentro dos túneis batem nas pedras para que os que estão na superfície possam ouvir.

"A batida de dentro dos túneis pode ser ouvida com muita clareza, um método que os soldados que fizeram os túneis também usaram para tentar achar os inimigos", conta Peter Barton, um dos arqueólogos que trabalha no projeto.

Já foram encontradas entradas maiores de túneis com datas mais exatas, como março de 1916, por exemplo.

Nas entradas maiores é possível encontrar os túneis de batalha, onde os soldados inimigos entravam em confronto direto no escuro.

Alguns poços que levam aos túneis já estão abertos, mas não tem segurança o bastante.

Na superfície, os visitantes tentam ver mais detalhes das entradas dos túneis e também olham para os nomes dos soldados mortos na batalha, britânicos, franceses e alemães, que ainda estão nas galerias que não foram escavadas.

Estes estão fora do alcance dos arqueólogos, mas agora eles terão mais informações para as famílias destes soldados.

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