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Em imagens: Arte de rua transforma Londres em galeria a céu aberto

Atualizado em  28 de junho, 2012 - 05:42 (Brasília) 08:42 GMT

Em imagens: Arte de rua faz de Londres galeria a céu aberto

  •  (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
    O americano Mr Brainwash, pseudônimo de Thierry Guetta, tem vários trabalhos espalhados pelas ruas londrinas. Ele ganhou destaque após ter sido retratado no filme do grafiteiro Banksy, ''Exit Through The Gift Shop''. Mr Brainwash costuma retratar ícones pop e personalidades em recriações irônicas. Esta imagem dos Beatles, que ocupa uma parede no movimentado bairro de Holborn, perto do British Museum, foi feita à plena luz do dia, como conta o designer Joseph Epstein, que registra imagens de arte de rua em Londres e as posta em seu site, LDNGraffiti.co.uk. (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
  •  (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
    O artista de rua francês Invader ganhou fama por criar mosaicos com os alienígenas do jogo ''Space Invaders''. Suas obras já foram vistas em inúmeras capitais mundiais, desde São Paulo até Genebra, Nova York, Tóquio e Mombaça, passando por Londres, obviamente, onde seu alienígena já pousou em diversos espaços públicos, como neste edifício em Rathbone Place, em Hanway St, no centro de Londres. (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
  •  (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
    O britânico Ben Slow, que mora em Londres, diz procurar retratar o ambiente urbano e as ''pessoas que habitam a cidade que amo''. Nesta obra sem título em Hanbury Street, no leste da cidade, perto de Brick Lane, ele põe lado a lado um skinhead com um muçulmano de origem asiática, como que destacando os extremos da vida urbana britânica. (BBC Brasil)
  • (Bruno Garcez - BBC Brasil)
    O pássaro criado pelo belga Roa é ''vizinho'' da obra de Ben Slow, em Hanbury St, o que reforça a fama do leste de Londres como sendo o principal centro do grafite e da arte de rua na capital britânica. A marca registrada de Roa são suas enormes estampas retratando animais em preto e branco. Ruas de diversas capitais já serviram como suas telas, mas ele tem preferência pelo leste londrino, como Shorteditch, Hackney e Brick Lane.
  • (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
    A arte de rua é tão forte na região de Brick Lane que até mesmo o comércio local já se rendeu a ela. A dupla de artistas Mallary e Mr Penfold pintaram esta obra na porta de uma lojinha com o consentimento do proprietário, como conta o designer Joseph Espstein. Mas nem sempre essa é a praxe. ''O status do grafite e da arte de rua varia de acordo com cada administração local. Alguns pintam por cima dos trabalhos e processam seus autores'', afirma. (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
  • (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
    A obra do artista Zadok, ainda incompleta, começou a ser criada no chamado ''Encontro de Estilos'' de 2011. Trata-se de um festival anual realizado pelo coletivo End of The Line, que reúne, como o próprio nome já diz, grafiteiros e artistas urbanos de estilos distintos em um único espaço, chamado The Studios, situado no bairro de Islington, no norte da cidade. Na ocasião, os visitantes podem ouvir música e conferir novas obras. O último encontro se deu no dia 21 deste mês. (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
  • (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
    A arte de rua já faz parte da paisagem londrina e confere um colorido especial à cidade que costumava ser descrita como sendo cinzenta e sombria. Esta foto foi registrada em Great Eastern Street. E todos os grafites mostrados foram realizados com o consentimento de proprietários locais. (Joe - LDNGraffiti.co.uk) (Joe - LDNGraffiti.co.uk)
  • (Josh - LDNGraffiti.co.uk)
    A crítica política também é uma tônica constante dos artistas de rua, em especial dos londrinos. Esta obra, de autoria desconhecida, traz um cartaz com o rosto do magnata das comunicações Rupert Murdoch, com os dizeres ''Que Jeremy Hunt'', em sua boca, um trocadilho com um termo obsceno em inglês e o nome do secretário de Cultura britânico, Jeremy Hunt, que vem enfrentando acusações de ter beneficiado o grupo de mídia de Murdoch. (Josh LDN Graffiti)
  • (Joe -LDNGraffiti.co.uk)
    A chamada Parede da Fama, de Stockwell, no sul de Londres, é um tradiconal reduto de vários grafiteiros. Ela costuma ser pintada e preenchida novamente a cada semana por jovens artistas. Segundo o designer Joseph Epstein, a parede reúne alguns dos melhores grafiteiros da cidade. O painel aqui mostrado reúne obras de Snatch, Zaki, Aroe, Jadell e Twesh. (Joe -LDNGraffiti.co.uk)
  • (#Codefc)
    O britânico Codefc tem como marca registrada criar imagens de pessoas com câmeras no lugar de suas cabeças. Ele disse à BBC Brasil que a ideia de criar essa ''assinatura'' foi influenciada por seu trabalho como VJ, que antecedeu sua produção como grafiteiro. A obra aqui mostrada, que fica em Fashion St, no leste da cidade, integra uma série com temas que aludem aos Jogos de Londres 2012. (#Codefc)
  •  (Joe LDN Graffiti.co.uk)
    A obra pintada por artistas do coletivo cultural End of The Line é uma homenagem ao francê Jean Giraud, mais conhecido pela alcunha de Moebius. A peça reproduz o universo temático do artista de clássicos dos quarinhos de fantasia e ficção científica. (Joe LDN Graffiti.co.uk)
  • (Joe LDNGraffiti.co.uk)
    O britânico Stik vem espalhando por Londres obras com seus típicos personagens feitos a partir de pouquíssimos traços. Esta obra registrada em Brick Lane é outra que contou com o consentimento de proprietários do comércio local (Joe LDNGraffiti.co.uk)
  • (Joe LDNGraffiti.co.uk)
    A imagem retratada é uma das mais recheadas de lendas na história da arte de rua londrina. Originalmente, tratava-se de uma criação do célebre Banksy, que mostrava três crianças erguendo uma sacola plástico do supermercado Tesco como se fosse uma bandeira. A imagem colocada na parede de uma farmácia em Essex Road, no norte de Londres, havia sido ''protegida'' por uma tela de plástico transparente. Mas o grafiteiro Robbo, que alimenta uma longa rixa com Banksy, adulterou a obra original e a assinou com o seu nome. (Joe LDNGraffiti.co.uk)

A arte de rua de Londres

A arte de rua em Londres oferece mistérios, personagens emblemáticos e até mesmo rixas históricas. O que nasceu como manifestação artística marginal é hoje parte da paisagem da capital britânica, com direito a autores de grafites cujos nomes são internacionalmente reconhecidos.

Esta é a quarta da série de galerias semanais que a BBC Brasil vem publicando nas semanas que antecedem a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012.

Os temas das galerias foram escolhidos pelos jornalistas da BBC Brasil para retratar ângulos pouco conhecidos da capital britânica que servem como exemplo da diversidade e da singularidade da cidade.

Nesta galeria, o grafite e a arte de rua foram escolhidos como temas porque traduzem bem o espírito irreverente, a criatividade e ousadia que caracterizam a Londres moderna. E o melhor de tudo é que as obras aqui mostradas são gratuitas e estão espalhadas por toda a cidade.

Banksy, o mais célebre dos artistas urbanos britânicos é ainda hoje o nome mais conhecido do ofício. Suas obras estão espalhadas por diferentes pontos da cidade, em especial pelo leste londrino.

Mas ele também se tornou pivô de um duelo de artistas de rua. King Robbo, um mítico grafiteiro da cidade, teve um de seus grafites adulterados pelo lendário artista da cidade de Bristol e, desde então, vem se dedicando a passar seus jatos de spray por cima de obras de Banksy ou criar obras suas em cima das feitas pelo arquirrival.

Além de nomes consagrados, a arte de rua londrina é célebre também por atrair artistas de diferentes partes do mundo, desde americanos até nomes de diferentes partes da Europa, que, muitas vezes, contam com obras em diferentes pontos da cidade.

Elas oferecem comentários irônicos sobre o dia-a-dia londrino, sobre a política do país e satirizam a sociedade britânica e personalidades do páis, não poupando nem mesmo a rainha e seus filhos e netos.

A despeito de ser um cartão postal da Londres moderna, a arte de rua ainda está muito associada à transgressão, como contou à BBC Brasil Joseph Epstein, um designer que se dedica a fotografar imagens de arte urbana e postá-las em seu site (www.ldngraffiti.co.uk).

''A sorte de cada artista varia em cada região da cidade. Muitas vezes, as administrações regionais pintam por cima dos grafites e tentam descobrir os autores, a fim de processá-los, mas em outros cantos, o trabalho deles é valorizado e os administradores locais procuram até preservá-los''.

O cotidiano da cidade, naturalmente, não escapa aos olhos dos artistas urbanos que usam as paredes das cidades como suas telas.

É o caso de Codefc, que recentemente espalhou pelas cercanias da sede principal dos Jogos de 2012 diferentes grafites que retratam atletas olímpicos com as câmeras que são a marca registrada das peças do autor, no lugar de suas cabeças.



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