A Assembleia Geral da ONU, na próxima semana, se tornou o principal foco de ação internacional para pressionar a Síria a interromper a repressão estatal aos manifestantes antigoverno.
A Arábia Saudita está circulando um rascunho de resolução pedindo o fim da violência de ambos os lados e a renúncia do presidente sírio, Bashar al-Assad.
A resolução é similar à vetada recentemente pela Rússia e pela China no Conselho de Segurança da ONU - veto este que provocou fortes críticas do Ocidente -, mas traz um novo elemento ao debate: um pedido para que as Nações Unidas nomeiem um enviado especial à Síria.
A Assembleia Geral deverá discutir a situação da Síria na próxima segunda-feira, mas não se espera que uma resolução seja votada no mesmo dia.
Para os críticos do regime sírio, a vantagem de debater uma resolução na Assembleia Geral é que nenhum país tem poder de veto nesse fórum. Entretanto, esse tipo de resolução - ao contrário das aprovadas no Conselho de Segurança - não tem força legal.