UE não chega a consenso sobre tratado fiscal

Atualizado em  30 de janeiro, 2012 - 23:14 (Brasília) 01:14 GMT
Rajoy e Durão Barroso. AFP

Rajoy e Durão Barroso participam da cúpula, realizada em plena greve geral na Bélgica

A cúpula da União Europeia não chegou a um consenso sobre o tratado fiscal que deverá regular as contas públicas dos países da zona do euro. O pacto teve apoio de 25 dos 27 membros do bloco, com exceção do Reino Unido e da República Tcheca.

Durante o encontro, o primeiro-ministro britânico David Cameron disse que seu governo irá agir se o tratado ameçar os interesses do país.

Cameron disse ter dúvidas jurídicas sobre o uso de instituições europeias na aplicação do tratado.

Já os tchecos mencionaram “razões constitucionais” para não assinar o tratado.

Analistas já esperam que o presidente tcheco, Vaclav Klaus, resista a assinar o tratado, devido à sua conhecida postura eurocética.

A piora na situação da Grécia e a alta nos juros dos títulos da dívida pública portuguesa – que atingiram 16%, distante dos 7% considerados saudáveis – voltaram a assombrar os participantes do encontro.

Os líderes europeus já trabalham com a perspectiva de que Portugal, a exemplo da Grécia, precise de um segundo resgate.

Tempos difíceis

Uma greve geral na Bélgica em pleno encontro lembrou os líderes europeus do descontentamento popular com o agravamento da crise, o desemprego e as medidas de austeridade em curso no continente.

Um dos pontos de discussão é o estímulo a pequenas e médias empresas no continente, que reclamam de excessiva taxação. A Comissão Europeia anunciou que há 82 bilhões de euros para financiamento de projetos que criem empregos e impulsionem investimento.

A Comissão Euopeia disse ainda que se deve chegar a um acordo para reduzir a dívida grega em dois dias.

Investidores privados têm sido pressionados a desistir de 50% do valor a que teriam direito de restituição dos títulos gregos. A intenção é baixar a dívida pública grega a 120% do PIB em 2020, um patamar ainda alto.

O acordo é necessário para que o FMI (Fundo Monetário Internacional) libere os tão esperados 130 bilhões de euros que compõem o segundo pacote de resgate à Grécia.

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.