O chefe da Câmara dos Representantes americana (equivalente à Câmara dos Deputados), John Boehner, anunciou na noite desta quinta-feira que concorda em votar um acordo bipartidário para estender a redução de impostos sobre as folhas de pagamento do país.
Os republicanos da Câmara haviam se recusado a votar a proposta, que passou por republicanos e democratas no Senado no último sábado.
O fim da redução dos impostos deveria acontecer no dia 31 de dezembro, atingindo os salários de cerca de 160 milhões de trabalhadores americanos.
Se a proposta de manter a redução por mais dois meses passar também pela Câmara dos Representantes, pode ser o fim de um sério impasse entre o presidente Barack Obama e os republicanos.
Em pronunciamento, Obama comemorou o acordo dos líderes políticos do Congresso, dizendo que eram "boas notícias para as famílias trabalhadoras americanas" e que decisão fortaleceria o crescimento e criaria novos empregos.
Ao contrário de outros impasses relacionados ao orçamento americano neste ano, a disputa sobre a redução de impostos expôs divisões dentro do partido republicano.
No início desta quinta-feira, o líder da minoria republicana no Senado Mitch McConnel pediu que seus colegas da Câmara aprovassem a medida.
Parlamentares da ala mais conservadora do partido estavam inicialmente céticos a respeito da extensão do corte nos juros, que economistas dizem que pode ajudar a recuperação econômica do país.
Mas os democratas os acusaram de apoiarem a redução de impostos somente para os americanos mais ricos.