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Cenário externo deve afetar crescimento latino-americano, diz Cepal

Atualizado em  21 de dezembro, 2011 - 13:41 (Brasília) 15:41 GMT

A América Latina deve crescer em menor ritmo no ano que vem, por causa da incerteza econômica no cenário internacional, prevê relatório apresentado nesta quarta-feira pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina).

Após crescimento estimado de 4,3% em 2011, as economias do continente devem crescer uma média de 3,7% em 2012, segundo o organismo, que integra a ONU.

A expansão deste ano foi maior nos países da América do Sul do que nos da América Central e Caribe. Mas, na análise individual, quem mais deve crescer em 2011 é o Panamá (10,5%), seguido de Argentina (9%), Equador (8%), Peru (7%) e Chile (6,3%).

A Cepal prevê crescimento de apenas 2,9% para o Brasil (pouco acima de Cuba, com 2,5%), por conta de "medidas aplicadas para diminuir a expansão da demanda interna e evitar um superaquecimento a partir de sua forte variação em 2010".

A previsão é semelhante a outras feitas por economistas brasileiros, que antecipam um crescimento ao redor de 3% do PIB nacional.

Outro destaque do relatório da Cepal é a redução na taxa de desemprego continental, que baixou de 7,3% para 6,8%.

Entre os desafios macroeconômicos de 2012, o organismo cita o aumento da inflação (que, na média do continente, subiu de 6,6% para cerca de 7% em 2011), a valorização cambial de diversas moedas e a ameaça de desaceleração provocada pelo cenário desfavorável externo.

Em 2012, o maior crescimento da região é previsto para o Haiti (8%), seguido por Panamá (6,5%), Peru (5%), Equador (5%) e Argentina (4,8%).

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