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Introdução

O conflito remonta à proclamação do Estado de Israel em 1948. Várias crises aconteceram desde então, como a dos refugiados palestinos e a ocupação de outros territórios por Israel, em 1967. O longo processo de negociação de paz deixou os assuntos mais espinhosos para o final. Cada lado definiu um ponto limite a partir do qual não aceita negociar.

  • O líder palestino Yasser Arafat afirmou que iria declarar o Estado palestino de forma unilateral, se as conversações falhassem. A data-limite imposta por Arafat, 13 de setembro, passou e ainda não há outra data acertada.

  • O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, não excluiu o Estado palestino, mas somente depois de negociações.

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    A situação de Jerusalém

    Israel incorporou o lado leste de Jerusalém em 1967. Os judeus propuseram conceder poderes municipais aos 310 mil palestinos que vivem na região, enquanto controlam outras áreas. Os palestinos querem autonomia sobre todo o leste de Jerusalém.

  • Ehud Barak diz que não aceita mudança no status de Jerusalém como uma única cidade sob a soberania israelense.

  • Yasser Arafat diz que o leste de Jerusalém deve ser a capital do Estado palestino.
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    Limites do Estado palestino

    Os palestinos dizem que Israel deveria abrir mão de todo o território conquistado em 1967 na guerra contra a Síria, Egito e Jordânia - como determina a resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU. Essa área inclui a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e o leste de Jerusalém. Israel diz concordar em abrir mão de algumas dessas áreas, mas não de todas elas.

  • Yasser Arafat diz que Israel deveria obedecer a Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU.

  • Ehud Barak diz que Israel nunca irá voltar à fronteira anterior a 1967.
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    Assentamentos judeus

    Israel quer anexar três grandes blocos na Cisjordânia onde 170 mil judeus vivem em assentamentos. Os palestinos dizem não fazer objeção a que alguns israelenses vivam sob a soberania palestina, mas afirma que esses assentamentos são ilegais e um obstáculo à paz.

  • Ehud Barak diz que a maioria dos assentados deve permanecer na Cisjordânia.

  • Yasser Arafat diz que os assentamentos devem ser desmantelados.
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    Refugiados palestinos

    Os palestinos dizem que Israel deveria cumprir a Resolução 194 da ONU e permitir o retorno para suas casas em Israel dos 4 milhões de refugiados palestinos que estão vivendo em campos na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Líbano e Síria. Israel diz concordar em contribuir com um fundo para compensar os refugiados, mas não aceita o seu retorno.

  • Yasser Arafat diz que Israel deveria obedecer a Resolução 194 da ONU.

  • Ehud Barak diz que Israel não pode aceitar responsabilidade moral ou legal pelo problema dos refugiados palestinos.
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    Forças armadas

    Existe um desentendimento potencial em relação aos acordos de segurança para o futuro Estado palestino. Israel quer que ele seja um Estado desmilitarizado e sem um exército formal.

  • Ehud Barak diz que não poderá haver um exército estrangeiro a oeste do rio Jordão.

  • Yasser Arafat não quer que o Estado palestino tenha defesas armadas.
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    Água

    Israelenses e palestinos dependem da água que corre pela Cisjordânia. Fazendeiros israelenses usam grande quantidade de água para irrigação, enquanto a água é racionada em várias cidades palestinas e campos de refugiados. Palestinos dizem que Israel usa 80% da água da Cisjordânia e deveria concordar em dividi-la de forma mais justa.

  • Os palestinos querem mais água e controle pela água que corre pela Cisjordânia.

  • Israel diz que não pode abrir mão da Cisjordânia.
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