Cronologia:
um conflito entre dois séculos
13
de fevereiro de 2000
Negociações sobre o tatus definitivo da Autoridade Palestina entram
em impasse depois de vencer o prazo para que fosse firmado um acordo
preliminar.
3
de fevereiro de 2000
Encontro entre Ehud Barak e Yasser Arafat, para tentar
colocar em prática a retirada das tropas israelenses da Cisjordânia,
como foi estabelecido no acordo de Wye.
15
de dezembro de 1999
Barak se encontra em Washington com o ministro do exterior
da Síria, Farouk al-Shara, para a mais importante reunião já realizada
entre representantes dos 2 países. As negociações entre Israel e
Síria são retomadas no ano seguinte, mas suspensas em 17 de janeiro,
sem maiores esclarecimentos. O fracasso das reuniões provoca uma
nova onda de violência no Líbano.
6
de dezembro de 1999
As negociações para definir o tatus definitivo da Autoridade Palestina
emperram com a saída dos representantes palestinos da mesa de discussões,
em protesto à construção de novos assentamentos de judeus na Cisjordânia.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, no dia seguinte anuncia
a paralisação das obras de construção de 1800 casas para judeus
nos arredores de Jerusalém.
8
de novembro de 1999
Retomada das negociações entre Israelenses e Palestinos,
para definir o status definitivo da Autoridade Palestina.
5
de setembro de 1999
Os israelenses e palestinos assinam um tratado de revisão,
baseado no acordo de Wye, com o objetivo de dar novo alento ao processo
de paz no Oriente Médio.
19
de maio de 1999
O líder do Partido Trabalhista de Israel, Ehud Barak,
é eleito primeiro-ministro, sucedendo Binyamin Netanyahu. Barak
promete governar em nome de todos os israelenses.
7
de fevereiro de 1999
Morre o rei Hussein da Jordânia, que liderou as iniciativas
para promover a normalização das relações entre os
países Árabes e Israel. O primeiro-ministro israelense Binyamin
Netanyahu lamenta a perda, e diz que a dor do povo israelense "é
quase a mesma que a do povo da Jordânia".
4
de janeiro de 1999
O Parlamento israelense aprova a antecipação das eleições
para 17 de maio, depois que desaba a coalizão que sustentava
no poder o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O fim da coalizão
foi reflexo direto do esforço do primeiro-ministro para implementar
os termos do acordo de Wye. O governo israelense suspende o cronograma
para implementação do acordo.
23
de outubro de 1998
Netahyahu assina o acordo de Wye, que determina a saída
das tropas israelenses de parte da Cisjordânia, que passaria ao
controle da Autoridade Palestina. O primeiro-ministro cede assim
à pressão dos EUA, que pedem o fim de 18 meses de estagnação no
processo de paz. No acordo, fica estabelecido que, cada vez que
os Palestinos cumpras os compromissos assumidos com Israel, as tropas
israelenses vão se retirar de uma porcentagem do território.
25
de setembro de 1997
Agentes de segurança israelenses, se fazendo passar
por turistas canadenses, fracassam na tentativa de assassinar um
líder militar do grupo Hamas na Jordânia, provocando uma crise nas
relações entre Israel, a Jordânia e o Canadá. A Jordânia força Israel
a compensar a ação libertando o líder espiritual do Hamas, Sheikh
Ahmad Yassin.
4
de setembro de 1997
Um atentado suicida em um shopping center de Jerusalém
mata 5 israelenses.
21
de março de 1997
Uma bomba em um café de Tel Aviv mata um palestino e
três israelenses, e fere 42 pessoas.
18
março 1997
Israel desafia a opinião pública mundial ao dar início
ao assentamento de Har Homa, completando o círculo de assentamentos
judeus em Jerusalém oriental.
17
janeiro 1997
Israel entrega 80% dos assentamentos de Hebron à Autoridade
Palestina, mas assegura o restante onde várias centenas de colonos
judeus convivem entre 20 mil palestinos.
Setembro
1996
Conflitos violentos matam 61 árabes e 15 soldados israelenses
durante a abertura de um túnel arqueológico pelos israelenses em
Jerusalém.
29
maio 1996
Eleições do primeiro-ministro e parlamento israelense.
Shimon Peres perde a eleição para Binyamin Netanyahu, que se posicionou
durante a campanha contra o programa de paz de Rabin-Perez sob o
slogan: "paz com segurança".
11
abril 1996
Israel começa um bombardeio de 17 dias no Líbano, a
Operação Vinhas da Ira. Guerrilheiros do Hezbollah atacam áreas
ao norte de Israel. Em 18 de abril, Israel ataca uma base das Nações
Unidas em Qana, matando 1800 civis abrigados ali. Um relatório da
ONU diz que o ataque foi intencional, mas Israel nega. A violência
termina com um acordo verbal para acabar com a morte de civis, mas
esse acordo é quebrado de tempos em tempos.
Fevereiro/março
1996
Ataque suicida do Hamas, matando 57 israelenses. Peres
suspende as negociações com a Síria.
Novembro
1995/março 1996
Peres decide retomar negociações de paz com a Síria.
Um progresso considerável é conseguido em Wye, em Maryland, nos
EUA.
4
novembro 1995
O primeiro-ministro Yitzhak Rabin é assassinado por
Yigal Amir, um estudante judeu ortodoxo que se opunha à retirada
de Israel da Cisjordânia. Shimon Peres se torna primeiro-ministro.
28
setembro 1995
Arafat e Rabin assinam o acordo de Taba (conhecido como
Oslo II) em Washington, para expandir o autogoverno palestino na
Cisjordânia e Gaza e permitir eleições palestinas.
26
outubro 1994
O acordo de paz entre Israel e Jordânia é assinado.
1
julho 1994
Arafat faz um retorno triunfal a Gaza para assumir sua
nova posição como chefe da Autoridade Palestina, depois de quase
doze anos comandando a OLP em Túnis.
Maio
1994
Israel e a OLP chegam a um acordo no Cairo sobre a implementação
inicial do acordo de Oslo, incluindo uma retirada israelense de
60% da Faixa de Gaza (excluindo assentamentos israelenses) e a cidade
de Jericó, na Cisjordânia O acordo do Cairo previa outras
retiradas de áreas a serem acordadas nos territórios ocupados. Um
período de cinco anos tem início, onde deverão ser discutidas questões
relativas a Jerusalém, assentamentos, refugiados palestinos e soberania.
25
fevereiro 1994
Um colono judeu promove um massacre de 29 palestinos
que oravam na mesquita principal Hebron.
13
de setembro 1993
Yasser Arafat e o primeiro-ministro de Israel Yitzhak
Rabin assinam a Declaração de Princípios, em Washington, baseada
nas conversas de Oslo. Israel reconhece a OLP e dá autonomia limitada
à organização; em retorno, quer a paz e o fim da reivindicação do
território israelense.
25
de julho 1993
Após a morte de sete soldados israelenses no sul do
Líbano, Israel lança a Operação "Responsabilidade", durante a qual
o exército israelense faz seu maior ataque ao sul do Líbano desde
1982. Cerca de 300 mil civis libaneses fogem para o norte do país,
durante o ataque que durou uma semana.
Janeiro
1993
Começam
conversações secretas entre Israel e a OLP, em Oslo.
Outubro
1991
Abertura da Conferência de Paz de Madri, com delegações
de Israel, Síria, Jordânia, Líbano e os palestinos. Tem início também
conversações paralelas entre Jordânia e Israel e Síria e Israel.
14
dezembro 1988
Yasser Arafat condena todas as formas de terrorismo
e reconhece o Estado de Israel. O presidente norte-americano Ronald
Reagan autoriza os Estados Unidos para iniciar um "diálogo substantivo"
com a OLP, apesar de Israel permanecer hostil.
9
dezembro 1987
A "intifada" palestina contra Israel tem início na Cisjordânia
e em Gaza. Jovens manifestantes palestinos atiram pedras em soldados
israelenses nos territórios ocupados; os militares respondem com
prisões e deportações. Mais de 20 mil pessoas são mortas ou feridas.
1983-1985
Israel faz retirada em fases do Líbano, exceto nas "zonas
de segurança", no sul do país.
16
setembro 1982
Milícias cristãs aliadas de Israel entram nos campos
de refugiados de Sabra e Shatila em Beirute e massacram dois mil
palestinos desarmados; antes disso, membros da OLP foram forçados
por Israel a se retirar do Líbano.
6
junho 1982
Israel invade novamente o Líbano para forçar a retirada
da Organização pela Libertação da Palestina, liderada por Yasser
Arafat.
Setembro
1978
Egito, Israel e os Estados Unidos assinam acordos em
Camp David. Israel concorda em devolver o Sinai ao Egito em troca
da paz e da normalização das relações.
Março-junho
1978
Israel invade o sul do Líbano e ocupa uma faixa ao sul
do rio Litani para proteger sua fronteira norte.
4
julho 1976
Comandos israelenses resgatam 98 reféns israelenses
e judeus em Entebbe, Uganda, na África, aprisionados por palestinos
que seqüestraram um avião Airbus da Air France.
6
outubro 1973
Egito e Síria atacam forças israelenses no Sinai e nas
Colinas de Golã no feriado judaico do Yom Kippur. Após algumas vitórias
iniciais, eles são forçados a se retirar pelos contra-ataques israelenses.
5
setembro 1972
Atiradores palestinos matam 11 atletas israelenses nas
Olimpíadas de Munique.
5
junho 1967
Israel ataca simultaneamente Egito, Síria e Jordânia, após destruir
a força aérea síria em um ataque surpresa. A Península de Sinai
e a Faixa de Gaza são capturadas do Egito, as Colinas de Golã são
tomadas da Síria e a Cisjordânia e o leste de Jerusalém, da Jordânia.
Israel comemora sua vitória dramática - em que mais do que o dobro
do seu território foi capturado - como a Guerra dos Seis Dias; para
os árabes, tratou-se da al-Naqsa, um contratempo.
1956
O Egito captura o Canal de Suez. Grã-Bretanha e França
conspiram para retomar o canal com a ajuda israelense. Israel invade
o Sinai em outubro; Grã-Bretanha e França "intervém" e ocupam a
zona do canal, mas se retiram diante da pressão norte-americana.
1948
Colonos judeus proclamam o Estado de Israel (maio).
Tropas britânicas se retiram. Começa a luta com vizinhos árabes,
que termina em outubro de 1949. Cerca de 700 mil palestinos saem
ou são retirados da área que tinha sido até então a Palestina, sob
mandato britânico. Israel anexa grandes áreas de terra. Jordânia
e Egito asseguram a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, respectivamente.
O controle de Jerusalém é dividido entre Israel, na porção ocidental,
e a Jordânia, na porção oriental.
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