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10 de Junho, 2000 Publicado às 00:30 GMT Apenas a Alemanha venceu mais de uma vez
![]() Gerd Muller e Paul Breitner no primeiro título
1960 A primeira edição da Eurocopa, então chamada Copa das Nações, foi concebida por Henry Delaunay, secretário da Federação Francesa de Futebol. Mas, assim como já havia acontecido com a primeira Copa do Mundo, em 1930 no Uruguai, a edição inaugural da Eurocopa foi desprezada por algumas das mais fortes equipes: Itália, Alemanha Ocidental e Inglaterra não aceitaram o convite. Durante a competição, a seleção espanhola foi levada a abandonar o torneio por ordem do ditador Francisco Franco para não ter de enfrentar a poderosa seleção soviética, que contava com o lendário goleiro Lev Yashin, o aranha-negra. E foi justamente a União Soviética que se sagrou campeã, derrotando a Iugoslávia na final: dois a um. 1964 A segunda edição da Copa das Nações, disputada na Espanha, atraiu mais particpantes. Inglaterra e Itália aderiram ao torneio. Mas a Alemanha Ocidental continuou de fora. A política continuou a ter influêcia, e a Grécia desistiu depois de saber que teria de enfrentar a Albânia, com quem esteve oficialmente em guerra por 50 anos. No campo, a Espanha acabou campeã, batendo a União Soviética na final por dois a um. O gol do título saiu aos 39 minutos do segundo tempo: uma cabeçada de Marcelino Martínez. 1968 A Copa das Nações mudou de nome para Campeonato Europeu e, desta vez, todas as seleções mais fortes disputaram pelo menos a fase classificatória. Mais uma vez, Itália neste caso, a seleção que jogou em casa saiu vitoriosa. Os italianos, porém, chegaram à final de uma forma heterodoxa. Depois de empatar em zero a zero com os soviéticos na semifinal, a vaga foi decidida no cara ou coroa. A moeda, porém, foi abandonada na final, quando Itália e Iugoslávia empataram em um a um. No seu lugar, os organizadores decidiram fazer um segundo jogo, dois dias depois. Os italianos não perderam a segunda chance e bateram os iugoslavos por dois a zero. 1972 Depois de participações memoráveis na Copa do Mundo de 1970, Inglaterra, Alemanha Ocidental e Itália ainda estavam no auge quando chegaram ao Campeonato Europeu de 72, que teve a fase final na Bélgica. Com um time que contava com o artilheiro Gerd Muller, Franz Becknbauer e Paul Breitner, a Alemanha derrotou e eliminou a Inglaterra em Wembley: três a um. Na final, a Alemanha Ocidental encontrou novamente a União Soviética, que chegava a sua terceira final em quatro edições do torneio. Com Gerd Muller inspirado, marcando dois dos três gols, os alemães iniciaram a fase mais brilhante de sua história com uma vitória por três a zero. 1976 Na Iugoslávia, todos previam uma revanche entre a poderosa Alemanha Ocidental, a então campeã européia e mundial, e a Holanda de Cruyff, que havia encantado o mundo na Copa de 74. Mas a Tchecoslováquia, que já eliminara a Inglaterra na fase desclassificação, tinha outros planos. E, debaixo de uma chuva torrencial, empatou com os laranjas em um a um no tempo normal e depois venceu na prorrogação. Na final, a Tchecoslováquia abriu uma vantagem de dois gols. Dieter Muller, sem nenhum parentesco com Gerd, marcou o primeiro gol alemão antes do intervalo e, no último minuto da partida, os alemães conseguiram o empate. A prorrogação terminou empatada e, nos pênaltis, os tchecos levaram a melhor: cinco a três. 1980 Pela primeira vez, a fase final contava com oito, e não quatro times. A Alemanha derrotou as fortes Holanda e Tchecoslováquia e empatou com o azarão Grécia para chegar na semifinal. No outro grupo, a Bélgica superou a anfitriã Itália no saldo de gols. Na final, a Alemanha Ocidental confirmou o favoritismo, batendo os belgas por 2 a 1. A competição marcou a estréia de um jovem alemão, Lothar Matthaus, que entrou aos 28 minutos do segundo tempo contra a Holanda e disperdiçou um pênalti. Mattahus é o único jogador daquela versão convocado para esta edição. 1984 A edição de 84, na França, é considerada uma das melhores da história do torneio. Isso apesar de a Itália, a detentora do título mundial de então, não ter conseguido se classificar. A semifinal entre Portugal e França foi um jogo memorável. Os franceses saíram na frente, mas Rui Jordão empatou para os portugueses. Na prorrogação, foi a vez de Portugal sair na frente. A França empatou e, a um minuto do final, Michel Platini decretou a vitória francesa. Na outra semifinal, em outro jogo sensacional, Espanha e Dinamraca empataram em uma um e os espanhóis venceram nos pênaltis. Chegar à final foi um feito para a Espanha: para se classificar para o torneio, a equipe precisava de um vitória sobre Malta por 11 gols de diferença. Ganhou de 12 a 1. Na final, os franceses liderados por Platini venceram por dois a zero. 1988 Mais uma vez a Alemanha Ocidental chegou ao torneio como franca favorita. Além de jogar em casa, os vice-campeões do mundo contavam com astros como Klinssmann, Kholer e Voller. A Itália, por outro lado, trazia Maldini, Vialli e Mancini. As duas equipes chegaram às semifinais. A Alemanha, porém, foi superada pela Holanda, de Van Basten e Gullit: dois a um. Os italianos foram parados pela União Soviética, que chegou à sua quarta final em oito edições. Na final, deu Holanda, dois a zero: uma cabeçada de Gullit e um chute sensacional de Van Basten, quase sem ângulo. 1992 Na Suécia, dois países escandinavos conseguiram chegar à semifinal: a própria Suécia e a Dinamarca. Nas semifinais, a Dinamarca empatou com os então campeões holandeses em dois a dois, mas conseguiram chegar à final ganhando nos pênaltis por cinco a quatro. Apesar de jogar em casa, os suecos não resistiram à Alemanha, que participava da competição pela primeira vez depois da reunificação. Os alemães venceram três a dois, mas a vitória foi mais fácil do que o placar aparenta. Na final, a Alemanha era favorita mais uma vez. Mas os dinamarquese surpreenderam: dois a zero, com gols de John Jensen e Kim Vilfort. 1996 A Inglaterra hospedou a primeira versão da Eurocopa com 16 seleções. Itália e Holanda chegaram ao torneio como duas favoritas, mas nenhuma delas foi muito longe. Os italianos pegaram um grupo forte com Alemanha, Rússia e a surpreendente República Tcheca e não chegaram nem às quartas-de-final. Já a Holanda perdeu a vaga nas semifinais para a França, ao ser derrotada por cinco a quatro nos pênaltis. A semifinal foi inteiramente decidida nos pênaltis: os tchecos superaram os frances, e os ingleses bateram os ingleses. Na decisão, mais uma vez a tradição da Alemanha prevaleceu. Mas a conquista não foi fácil. Os tchecos saíram na frente com um gol de Poborsky. Os alemãos empataram a apenas 18 minutos para o final do jogo. A vitória germânica só veio na prorrogação, quando o goleiro Kouba falhou depois de um chute de Bierhoff. |
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