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07 de julho, 2000 Publicado às 20h30 GMT
Tira-teima: Saiba mais sobre a Aids


O que é a Aids?
É uma doença que enfraquece o sistema imunológico, abrindo caminho para outras infecções que acabam sendo fatais. A Aids é causada pelo vírus HIV. Uma pessoa pode carregar o vírus por diversos anos sem que a Aids se manifeste. Ou seja, alguém aparentemente saudável pode estar contaminado e apto a transmitir a doença.

Já existe uma cura para a Aids?
Não. Por meio de coquetéis de drogas, os médicos conseguem reduzir a concentração do vírus HIV no sangue, diminuindo também o desgaste do sistema imunológico. Isso aumenta o tempo de vida do doente, mas não garante que ele não vá morrer como conseqüência da Aids. Não há ainda uma cura definitiva: jamais se conseguiu eliminar totalmente o vírus HIV do sangue de um paciente.

Quais são os sintomas da doença?
A Aids não tem sintomas próprios. O que o vírus HIV faz é enfraquecer o organismo infectado. Por isso o doente vai manifestar sintomas que na verdade são de outras doenças, causadas por vírus ou bactérias que se aproveitam da situação para atacar o organismo. As doenças mais comuns são pneumonia e sarcomas de Kaposi – um tipo de câncer na pele que aparece mais freqüentemente entre os jovens.

Como a Aids é transmitida?
O vírus HIV vive por pouco tempo fora do organismo, o que torna sua transmissão mais difícil do que a de doenças cujos vírus ou bactérias se propagam pelo ar. Ele é transmitido por meio de alguns fluidos do corpo humano – como esperma, secreções vaginais, sangue e leite materno. É por isso que a maior parte das pessoas que têm a Aids recebeu o vírus por meio de relações sexuais ou transfusões de sangue. Crianças que nasceram de mães contaminadas também correm grande risco de desenvolver a doença.

É possível pegar o vírus da Aids por meio de sexo oral?
Sim. Mas o risco é bem menor do que no sexo anal ou vaginal. É preciso que o esperma ou secreções vaginais contaminadas entrem em contato com cortes ou outros ferimentos na boca para que o vírus se misture com o sangue.

E beijando?
A chance é praticamente igual a zero. A concentração do vírus HIV na saliva é mínima, e só há alguma chance de contaminação se a boca estiver com algum tipo de sangramento. Até hoje, só foi registrado um caso de em que se acredita que a contaminação ocorreu com um beijo.

Quem corre maior risco de contaminação? Alguns grupos são considerados como de maior risco. É o caso, por exemplo, dos viciados em drogas injetáveis que compartilham as mesmas seringas que outros viciados. Homens e mulheres de programas, que têm uma grande variedade de parceiros sexuais e nem sempre tomam os cuidados necessários para evitar a contaminação, se incluem nesse caso. Nos países ocidentais, a Aids começou a se espalhar nas comunidades gays – por isso considera-se que os homens homossexuais têm maior risco de se contaminar do que os heterossexuais.

Como se faz para evitar a contaminação?
A melhor idéia é evitar situações de risco. Por exemplo, usando preservativo nas relações sexuais com um parceiro ou parceira do qual não se tem certeza de que não está contaminado. Viciados em drogas são aconselhados a usar seringas descartáveis.

Se a Aids não tem sintomas próprios, como é que a pessoa pode descobrir se está ou não com a doença?
É preciso fazer um exame de sangue. Mas trata-se de uma decisão que pode ser delicada. Em alguns países, já se registraram casos de empresas que se recusaram a fazer seguros de saúde para pessoas que fizeram exames de Aids, mesmo que o resultado tenha sido negativo. Se alguém acha que tem alguma chance de estar com a doença, o melhor é se aconselhar antes com um médico.

 

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