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Eleições parlamentares são próximo desafio para chavismo
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Depois do referendo de 15 de fevereiro, quando os venezuelanos decidirão em se aprovam o fim do limite à reeleição para cargos
públicos, governo e oposição entrarão em uma nova campanha no país: a corrida pelo controle do Parlamento, com eleição marcada
para 2010, e a disputa presidencial de 2012.
Na Assembléia Nacional, a tendência é que o governo mantenha a maioria, mas a oposição poderá alcançar um considerável avanço entre as 167 cadeiras do Parlamento. Em 2005, a oposição abriu mão do espaço no Parlamento ao não disputar as eleições para a casa, em uma tentativa fracassada de deslegitimar o pleito. Já para a corrida presidencial, a oposição terá quatro anos para consolidar uma candidatura, em meio às disputas entre os partidos Um Novo Tempo, de Manuel Rosales, e Primeiro Justiça, do recém-eleito governador do Estado de Miranda, Capriles Radonski. Sem consenso Caso o "sim" saia vitorioso das urnas no próximo dia 15 de fevereiro, no entanto, a oposição entraria em dificuldades, na opinião do historiador Miguel Tinker Salas. "Não existe nenhum líder da oposição que tenha o apoio que Chávez tem entre a população e, ao mesmo tempo, o consenso para a eleição de um único candidato entre esse grupo poderia ser mais difícil", afirmou. O opositor Teodoro Petkoff reconhece que não há, por enquanto, alternativas no campo opositor capazes de vencer uma disputa com Chávez, mas, a seu ver, ainda há tempo. "Agora não há alternativas, mas ainda há quatro anos para ele e para a oposição", afirmou. "Os partidos (opositores) são precários, mas estão aí." Projetos rivais O analista Javier Biardeau descreve a tarefa da oposição na Venezuela como um "desafio histórico". "A oposição terá quatro anos para cumprir um desafio histórico, que é convencer a base eleitoral do chavismo de um projeto que supere a revolução bolivariana", afirmou. Petkoff diz esperar uma mudança democrática, com a vitória de um governo de direita nas eleições presidenciais. "Se surgir um governo de direita, que é o mais provável que surja depois de Chávez, uma direita moderna e democrática, capaz de recompor as instituições da política, já basta", afirma o oposicionista. |
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