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Atualizado às: 02 de fevereiro, 2009 - 19h37 GMT (17h37 Brasília)
 
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Eleições parlamentares são próximo desafio para chavismo
 

 
 
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, participa de evento da campanha pela reforma constitucional
Oposição admite não ter um nome de peso para enfentar Chávez
Depois do referendo de 15 de fevereiro, quando os venezuelanos decidirão em se aprovam o fim do limite à reeleição para cargos públicos, governo e oposição entrarão em uma nova campanha no país: a corrida pelo controle do Parlamento, com eleição marcada para 2010, e a disputa presidencial de 2012.

Na Assembléia Nacional, a tendência é que o governo mantenha a maioria, mas a oposição poderá alcançar um considerável avanço entre as 167 cadeiras do Parlamento.

Em 2005, a oposição abriu mão do espaço no Parlamento ao não disputar as eleições para a casa, em uma tentativa fracassada de deslegitimar o pleito.

Já para a corrida presidencial, a oposição terá quatro anos para consolidar uma candidatura, em meio às disputas entre os partidos Um Novo Tempo, de Manuel Rosales, e Primeiro Justiça, do recém-eleito governador do Estado de Miranda, Capriles Radonski.

Sem consenso

Caso o "sim" saia vitorioso das urnas no próximo dia 15 de fevereiro, no entanto, a oposição entraria em dificuldades, na opinião do historiador Miguel Tinker Salas.

"Não existe nenhum líder da oposição que tenha o apoio que Chávez tem entre a população e, ao mesmo tempo, o consenso para a eleição de um único candidato entre esse grupo poderia ser mais difícil", afirmou.

O opositor Teodoro Petkoff reconhece que não há, por enquanto, alternativas no campo opositor capazes de vencer uma disputa com Chávez, mas, a seu ver, ainda há tempo.

"Agora não há alternativas, mas ainda há quatro anos para ele e para a oposição", afirmou. "Os partidos (opositores) são precários, mas estão aí."

Projetos rivais

O analista Javier Biardeau descreve a tarefa da oposição na Venezuela como um "desafio histórico".

"A oposição terá quatro anos para cumprir um desafio histórico, que é convencer a base eleitoral do chavismo de um projeto que supere a revolução bolivariana", afirmou.

Petkoff diz esperar uma mudança democrática, com a vitória de um governo de direita nas eleições presidenciais.

"Se surgir um governo de direita, que é o mais provável que surja depois de Chávez, uma direita moderna e democrática, capaz de recompor as instituições da política, já basta", afirma o oposicionista.

 
 
Hugo Chávez 10 anos de Chávez
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O presidente venezuelano, Hugo Chávez durante comício no dia 27 de janeiro (AFP) Venezuela
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