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Atualizado às: 31 de janeiro, 2009 - 13h30 GMT (11h30 Brasília)
 
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Obama promete novo plano e critica ganância de empresas
 
Barack Obama
Obama atacou bônus pagos por empresas com ajuda pública
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em seu programa semanal de rádio, neste sábado, que sua equipe econômica anunciará em breve um novo plano para recuperação e acusou grandes empresas de agir com “arrogância e ganância” ao distribuir altos bônus para executivos após recorrerem a ajuda com dinheiro público.

“No ano passado, o Congresso aprovou um plano para resgatar o sistema financeiro. Enquanto o pacote ajudou a evitar o colapso financeiro, muitos estão frustrados com seu resultado – e com razão”, afirmou Obama.

Segundo ele, o dinheiro dos contribuintes americanos tem sido usado freqüentemente “sem transparência nem prestação de contas”.

“Foi oferecida uma mão para os bancos, mas proprietários de imóveis e pequenas empresas que dependem de crédito foram deixados para se defenderem sozinhos”, disse.

O presidente americano citou as notícias divulgadas na última semana de que grandes empresas financeiras pagaram cerca de US$ 20 bilhões em bônus para 2008 para dizer que isso “aumenta a indignação”.

“O povo americano não vai permitir ou tolerar tal arrogância e ganância. O caminho para a recuperação exige que todos ajam com responsabilidade, da Main Street [expressão que se refere aos pequenos negócios e comércio] a Washington e a Wall Street”, afirmou.

Estímulo

Segundo Obama, o seu secretário do Tesouro, Tim Geithner, anunciará um plano para estimular a concessão de crédito para empresas e famílias.

O novo plano prevê medidas para reduzir os custos do financiamento imobiliário e da concessão de crédito para as pequenas empresas, para que elas possam criar novos postos de trabalho.

Segundo o presidente, as medidas também buscarão evitar que as grandes companhias não desperdicem fundos que poderiam ser usados para a recuperação econômica.

Obama prometeu ainda uma “transparência sem precedentes, controle rigoroso e prestação de contas clara, para que os contribuintes saibam como seu dinheiro está sendo gasto e se está atingindo seus objetivos”.

O presidente argumentou que é essencial, num cenário de recessão econômica, que o Senado aprove rapidamente o plano de recuperação econômica do governo, aprovado pela Câmara dos Representantes na semana passada, e pediu que as disputas políticas sejam deixadas de lado no tratamento da questão.

Segundo ele, “raramente na história os Estados Unidos enfrentaram problemas econômicos tão devastadores quanto nesta crise”.

Na sexta-feira, após a divulgação de que a economia americana se retraiu em 3,8% no último trimestre do ano, na maior queda desde 1982, Obama disse que esses dados sinalizam que a economia do país enfrenta um “desastre contínuo”.

Reforma

Ainda neste sábado, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, afirmou que o fracasso do sistema financeiro global na atual crise mostrou que uma total renovação das instituições financeiras globais é urgente.

Falando em uma sessão do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Brown disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial foram criações visionárias quando foram fundados, mas que estão ultrapassados e precisam ser reformados e redirecionados.

Brown disse que gostaria de ver o FMI, por exemplo, tomando ações para evitar o desenvolvimento da crise, em lugar de apenas atuar após os problemas se instalarem.

Para o premiê britânico, não há precedentes para a “primeira crise financeira da era global” e por isso a história não oferece um caminho claro a seguir, mas advertiu contra a ameaça de um aumento no protecionismo e disse que a cooperação global é a única saída.

A Grã-Bretanha vai sediar em abril uma reunião de cúpula dos países do G20, grupo que reúne países ricos e emergentes com grande importância econômica, na qual Brown espera ver discutida a reforma do sistema financeiro mundial.

 
 
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