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Atualizado às: 30 de janeiro, 2009 - 16h13 GMT (14h13 Brasília)
 
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Grã-Bretanha vive onda de greves em usinas e refinarias
 
Manifestação em frente à terceira maior refinaria britânica, a Lindsey, na vila de North Killingholme, no leste da Inglaterra
Trabalhadores em vários pontos do Reino Unido fizeram protestos
Um protesto contra a contratação de trabalhadores estrangeiros em uma grande refinaria no leste da Grã-Bretanha se espalhou e mobilizou nesta sexta-feira trabalhadores de pelo menos outros onze complexos industriais britânicos.

Cerca de mil trabalhadores entraram nesta sexta-feira no terceiro dia de manifestações em frente à terceira maior refinaria britânica, a Lindsey, na vila de North Killingholme, no leste da Inglaterra.

Eles são contra a mobilização de mão-de-obra italiana e portuguesa de uma companhia italiana para a construção de instalações na refinaria – uma obra de 200 milhões de libras (cerca de R$ 651 milhões).

Em solidariedade a eles, milhares de trabalhadores de refinarias e usinas de energia, de gás e petroquímicas na Inglaterra, na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte também aderiram à manifestação e realizaram protestos e paralisações.

Processo “justo”

A proprietária da refinaria Lindsey, a francesa Total, informou que não vão ocorrer "demissões diretas" devido à contratação da companhia italiana IREM, que deve fazer a construção.

Mas, segundo Mike Sanders, da editoria da BBC para a Europa, os funcionários italianos e portugueses que vão construir as instalações na refinaria foram aconselhados a se manterem distantes das manifestações até que os ânimos se acalmem.

A Total também informou que a companhia italiana IREM foi contratada para a construção depois de um processo "justo".

"Temos muitos desempregados habilitados que querem trabalhar naquela construção e exigem esse direito", disse Bernard McAuley, do escritório regional do sindicato Unite durante a manifestação desta sexta-feira perto da Lindsey.

"Queremos justiça. Queremos para nossos associados o direito de oportunidade de emprego, não apenas neste emprego, mas em todos os empregos na Grã-Bretanha", acrescentou.

O ministro britânico de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Hilary Benn, afirmou que os trabalhadores britânicos "têm o direito a uma resposta" por parte da companhia.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que o governo vai se reunir com a indústria de construção para "garantir que eles estão fazendo todo o possível para apoiar a economia da Grã-Bretanha".

 
 
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