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Pessimismo marca início do Fórum Econômico Mundial
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O encontro anual de líderes mundiais e do setor de negócios no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, começou nesta quarta-feira
em um clima de pessimismo, em meio à pior crise financeira das últimas décadas.
Economistas alertam que a recessão global e o protecionismo no comércio serão terríveis para os países em desenvolvimento. Segundo uma pesquisa entre líderes do setor de negócios, a recuperação da atual crise poderá levar três anos. E Klaus Schwab, o fundador do Fórum Econômico Mundial, afirmou que o fim da crise não está próximo. O Fórum Econômico Mundial em Davos reúne 2,5 mil convidados, incluindo executivos de alguns dos maiores bancos do mundo, além de 40 chefes de Estado e governo - um número recorde - para discutirem a crise econômica mundial, pobreza, energia, mudança climática e comércio livre. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e seu colega russo, Vladimir Putin, participam do primeiro dia de discussões, cujo tema é "moldando o mundo pós-crise". Enquanto líderes mundiais se reúnem em Davos, em Belém, no Brasil, teve início na terça-feira o Fórum Social Mundial, com uma passeata que reuniu dezenas de milhares de pessoas. Políticos e banqueiros O evento anual no vilarejo da região montanhosa da Suíça ainda atrai grande parte das pessoas mais poderosas do mundo, mas o ambiente mudou de forma dramática em 2009. Algumas companhias faliram devido à crise financeira mundial e outras precisaram da ajuda de governos de seus países ou então foram nacionalizadas. Por isso os participantes do Fórum Econômico Mundial concordam que, em 2009, os banqueiros não vão dominar as discussões. Ao invés disto, os políticos vão determinar a pauta. Uma nova pesquisa realizada pela consultoria internacional PricewaterhouseCoopers sugere que o nível de confiança entre executivos das principais empresas do mundo despencou nos últimos meses. "Temos que encarar o fato de que a recuperação, quando vier mais para frente neste ano ou no começo do próximo, será anêmica", disse Stephen Roache, presidente da Morgan Stanley da Ásia. Um relatório recente publicado pelo próprio Fórum Econômico Mundial em cooperação com o Citigroup e outros grupos financeiros internacionais confirma o pessimismo. O relatório Global Risks 2009 prevê que a China deverá sofrer uma desaceleração no crescimento da ordem de 6% este ano, o que pode prejudicar ainda mais a economia global. Outro alerta feito pelo documento é que os grandes gastos governamentais para dar apoio a instituições financeiras está ameaçando
as já precárias posições fiscais em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha e Austrália. Além de
prever o colapso nos preços de ativos e falhas na governança global. |
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