BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 26 de janeiro, 2009 - 10h41 GMT (08h41 Brasília)
 
Envie por e-mail   Versão para impressão
Bolívia: Analistas prevêem mais disputas após referendo
 

 
 
Campanha da oposição na Bolívia (Foto: AP/Martin Mejia)
Oposição apostava em 'empate técnico' no referendo
A ameaça da oposição boliviana de não acatar a provável vitória do "sim" no referendo sobre uma nova Constituição para o país preocupa analistas ouvidos pela BBC.

Após a divulgação de resultados preliminares indicando aprovação da Carta, representantes oposicionistas declararam sua intenção de não respeitar o resultado no Congresso, o que para muitos pode levar a um impasse político.

"Com a vitória do 'sim', o processo de implementação da nova Constituição vai ser complicado, tanto por razões políticas quanto operacionais", disse à BBC Brasil o cientista político Jorge Lazarte, professor da Universidade Católica Boliviana.

"A oposição atuará com força porque o projeto tem marcas indígenas, com as quais parte da população não se sente identificada."

Para Lazarte, faltou mais debate para definir o texto com um consenso maior.

Controle social

Na opinião do analista político e indigenista Fernando Untoja a série de disputas entre governo e oposição não terminou com esta eleição.

"Essa é uma guerra que começou há muito tempo e se chegou a pensar que esta eleição seria o último capítulo. Mas não, é só mais uma batalha", disse.

Após ouvir discursos da oposição defendendo o "não" à nova Carta Magna, Untoja destacou que a harmonia nacional ainda está distante. O analista se referiu em particular a declarações do presidente do Comitê Cívico Santa Cruz, Branko Marinkovic, que contestou a vitória do "sim".

"Os dois lados (governo e oposição) caminham, outra vez, para o enfrentamento. Os dois lados devem definir, pela via do diálogo, que Estado queremos e o que é melhor para a Bolívia".

Para o professor de direito da Universidade Maior de San Andrés Ramiro Moreno Baldivieso, que analisou o texto constitucional, a situação poderia ser ainda mais complicada se a vitória do "sim" tivesse sido apertada. Segundo pesquisas de boca-de-urna, o texto da nova Carta foi aprovado por cerca de 60% dos eleitores.

Para agravar ainda mais a situação, a prefeita (governadora) de Chuquisaca, a indígena Savina Cuellar, convocou um "desacato" ao texto, por entender que a votação foi fraudulenta.

 
 
Perfuradora no campo de gás de Vibora, no Departamento de Santa Cruz, Bolívia (AFP) Energia
Petrobras 'pode ser afetada' com nova Constituição.
 
 
Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia (arquivo) Sociedade
Nova Carta 'criará tensões', admite vice-presidente.
 
 
Referendo não encerra conflito com a oposição na Bolívia Análise
Referendo na Bolívia não põe fim a conflito com a oposição.
 
 
O presidente da Bolívia, Evo Morales, discursa na última quinta-feira (AP) Mídia e política
Morales lança jornal a poucos dias de referendo na Bolívia.
 
 
O presidente da Bolívia, Evo Morales, com exemplar da nova Constituição Bolívia
Entenda os pontos polêmicos da nova Constituição.
 
 
Lula e Morales durante encontro em Arroyo Concepcion (AP) Nova Constituição
Campanha sobre referendo chega ao fim na Bolívia.
 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail   Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade