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Polícia chinesa prende quadrilha que vendia crianças por R$ 300
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Uma quadrilha que seqüestrava e vendia crianças dentro da China foi desmantelada depois de uma extensa investigação, informou
nesta quarta-feira a imprensa estatal do país.
Crianças com idade entre dois e três anos eram capturadas por motoqueiros enquanto brincavam ou dormiam na cidade de Yueyang e eram levadas a outras regiões para serem vendidas. O "preço de compra" de uma criança variava entre 860 e 26 mil yuan (de R$292 a R$8,830) e a maioria das "vendas" foram feitas a famílias nas províncias Yunan, Sichuan e Fujian. Os compradores eram muitas vezes famílias que não conseguiram ter bebês do sexo masculino, informou o jornal Beijing News. De acordo com o diário, uma das crianças raptadas chegou a ser abandonada pelos bandidos depois que a gangue percebeu que se tratava de uma menina. Cinco crianças foram libertadas e 13 suspeitos foram presos. A imprensa estatal não divulgou quantas crianças foram seqüestradas e vendidas no total, mas as autoridades acreditam que a quadrilha operava pelo menos desde setembro passado. Filho único A preferência por meninos está ligada à política do filho único no país. Pela tradição do país é dever do filho homem sustentar os pais na terceira idade e inúmeros casais humildes não querem ter meninas porque isso significa uma vida sem aposentadoria. Em diversas áreas do país as estatísticas já mostram desequilíbrio entre a parcela de mulheres e homens na população, o que também incentiva outros tipos de tráfico humano como o seqüestro e venda de esposas. O rapto e comércio de seres humanos é um tipo de crime muito presente na China, tanto que o governo lançou no ano passado uma campanha para acabar com o problema depois que foi descoberto que trabalhadores e crianças eram escravizados em olarias e minas na província de Shanxi. Em abril do ano passado jornais da China também reportaram casos de menores raptados no sudoeste do país que foram forçados
a trabalhar em fábricas na província de Guangdong. |
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