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Atualizado às: 14 de janeiro, 2009 - 19h42 GMT (17h42 Brasília)
 
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Líbano reforça suas tropas na fronteira com Israel
 

 
 
Militares libaneses observam míssel no sul do país (AP)
Líbano vive medo de ser arrastado para uma nova guerra com Israel
O comando do Exército libanês enviou nesta quarta-feira tropas para reforçar o contingente na fronteira com Israel, segundo um comunicado militar.

O anúncio foi feito depois que pelo menos três foguetes foram disparados do sul do Líbano contra o norte israelense, na manhã desta quarta-feira. Israel respondeu com o lançamento de quatro mísseis contra o território libanês.

“O Comandante das Forças Armadas, general Jean Qahwaji, ordenou que novas unidades de Forças Especiais fossem posicionadas em alerta máximo para monitorar o lançamento de foguetes e qualquer agressão de Israel contra o território libanês”, disse o comunicado.

O Exército reiteirou que está em acordo com a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim ao conflito entre o Hezbollah e Israel em 2006, mas acusou Israel de violá-la.

Condenação

O governo libanês condenou o ataque de hoje e exigiu uma ampla investigação sobre o incidente.

“O uso do sul do país como plataforma para lançar foguetes vai contra os interesses nacionais do Líbano, assim como o interesse de palestinos e árabes’, declarou o ministro de Informação libanês, Tareq Mitri.

O chefe de relações internacionais do Hezbollah, Nawaf Moussawi, disse que as autoridades libanesas eram responsáveis por detectar o grupo que lançou foguetes a partir do sul.

O grupo xiita reiteirou, também, que estava comprometido com qualquer decisão adotada pelo governo libanês.

“Nossa posição é clara e não mudou. É similar àquela do governo, condenamos o ataque a partir do sul”, declarou Mohamed Fneish, parlamentar do Hezbollah e ministro do Trabalho.

Os foguetes Katyusha lançados contra Israel vieram das cidades libanesas de El Meri e El Hebbariyeh, atingindo a cidade israelense de Kiryat Shmona.

Autoridades israelenses disseram que os ataques não fizeram vítimas, mas que as explosões deixaram as pessoas em pânico.

Em retaliação, o Exército israelense disparou quatro mísseis que atingiram El Hebbariyeh.

Emissoras de televisão libanesas disseram que dois helicópteros israelenses sobrevoaram a região de onde foram disparados os foguetes.

Esta é a segunda vez em menos de uma semana que Israel é atingido por foguetes Katyushas disparados do sul do Líbano.

No último dia 8, cinco foguetes foram lançados do lado libanês e Israel respondeu com um breve fogo de artilharia.

No domingo, o governo libanês anunciou que havia prendido cinco palestinos e um jordaniano acusados pelo ataque.

Patrulhas

O exército libanês e as tropas de paz da ONU no Líbano (Unifil) continuaram realizando patrulhas nesta quarta-feira. Várias barreiras foram colocadas nas estradas e soldados vistoriaram carros à procura de armas.

No local em que foram disparados os foguetes de hoje, as tropas encontraram outros foguetes com detonadores.

O comandante das tropas da ONU (Unifil), major-general Claudio Graziano, pediu prudência aos dois lados.

“O comandante da Unifil pediu comedimento e calma e assegurou que está trabalhando com os dois lados para manter a paz ao longo da fronteira”, disse a porta-voz da Unifil, Yasmine Bouziane.

Tensão

O Líbano vive um momento de tensão pelo medo de ser arrastado para uma nova guerra contra Israel.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, já havia advertido que qualquer ataque contra Israel vindo do vizinho do norte sofreria uma retaliação.

Em um primeiro momento, os libaneses desconfiaram que o Hezbollah pudesse ter lançado o ataque. Mas o grupo negou, dizendo que não estava interessado em abrir uma nova frente contra o Estado judeu.

O líder do grupo, Hassan Nasrallah, demonstrou, no entanto, apoio ao Hamas desde o primeiro dia do conflito e também ameaçou Israel em caso de ataque contra o Líbano.

Políticos opositores ao grupo xiita vêm alertando sobre a possibilidade de uma nova guerra.

Em 2006, o conflito entre Israel e o Hezbollah deixou 1,2 mil libaneses mortos, a maioria civis, e vitimou 160 israelenses, a maioria militares.

 
 
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