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Nascimento prematuro 'pode debilitar sentidos'
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Um nascimento prematuro pode prejudicar os sentidos da criança e alterar suas reações sensíveis, sugere um estudo publicado
na revista científica Pain.
Pesquisadores da University College, em Londres, analisaram cerca de 40 adolescentes de 11 anos que nasceram 14 semanas antas da data prevista e descobriram que a habilidade deles em sentir variações de temperatura estava debilitada. Eles testaram a reação dos jovens a diferentes sensações - provocadas por variações de temperatura e toque - com o auxílio de um teste sensorial quantitativo. Ao comparar a reação dos adolescentes que nasceram prematuros com as respostas de um grupo de jovens que tiveram nascimento na data prevista, os pesquisadores observaram que os prematuros eram menos sensíveis a variações de temperatura – frio, quente, morno – mas tinham a mesma habilidade em reagir ao toque. De acordo com os autores do estudo, o sistema nervoso é particularmente vulnerável a mudanças nos estágios iniciais do desenvolvimento. Bebês prematuros, em geral colocados sob tratamento intensivo, são expostos a vários procedimentos doloroso - como exames de sangue - que podem ser responsáveis pelas mudanças nas reações das crianças à percepções sensoriais. "Os mecanismos de dor no nosso corpo são plásticos, isto é, ferimentos e atividade nervosa são capazes de alterar esses mecanismos, principalmente nos primeiros dias de vida, quando o sistema nervoso ainda está se desenvolvendo", disse Suellen Walker, uma das autoras do estudo. Dor Os pesquisadores sugerem que embora esses danos à sensibilidade não afetem o dia-a-dia das pessoas que nascem prematuras, eles alteram sua forma de percepção de dor. "Todos aprendemos por tentativa e experiência. Talvez seja mais difícil para essas crianças aprender o que é um ferimento relativamente sério se elas não experimentam a dor da mesma maneira", disse Neil Marlow, um dos autores da pesquisa. Segundo ele, é importante que os médicos entendam como as intervenções realizadas em bebês prematuros afetam as funções sensíveis do corpo - e que eles entendam a necessidade de reduzir a exposição desses bebês a dor. A porta-voz da ONG Bliss, que trabalha com bebês com necessidades especiais, afirmou que a pesquisa é “bem-vinda porque ajuda na compreensão das conseqüências de curto e longo prazo do nascimento prematuro”. "A taxa de nascimentos prematuros continua crescendo e mais bebês estão conseguindo sobreviver. Por isso, qualquer pesquisa que ajude os médicos a reduzir a dor que esses bebês enfrentam como conseqüência dos tratamentos que recebem é positiva". |
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