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Atualizado às: 05 de dezembro, 2008 - 22h49 GMT (20h49 Brasília)
 
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Inteligentes 'tendem a ter melhor sêmen', diz estudo
 
Espermatozóides
Os mesmos genes poderiam influenciar a fertilidade e o QI
Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha indica que os homens que têm melhor desempenho em testes de inteligência tendem a ter esperma de melhor qualidade.

O estudo, conduzido pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres, analisou testes de inteligência e amostras de esperma fornecidos por 425 militares americanos. O sêmen foi colhido e analisado em 1985, como parte de uma pesquisa feita na época sobre a saúde de veteranos de guerra.

O cruzamento dos dados mostrou que, independentemente da idade e do estilo de vida dos homens, aqueles que mostraram ter maior inteligência nos testes tinham resultados melhores nos três critérios usados para medir a qualidade do esperma: número, concentração e movimentação dos espermatozóides.

 A melhoria na qualidade do sêmen com a inteligência observada neste ensaio é pequena e, dessa forma, dificilmente teria um grande impacto na habilidade dos homens de diferentes inteligências em gerarem filhos.
 
Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra

Os cientistas conseguiram demonstrar que a ligação estatística que descobriram, ainda que seja pequena, não pode ser explicada por hábitos prejudiciais à saúde dos homens estudados, como fumar ou beber demais. Por isso, ela seria significativa.

Fatores ambientais x genéticos

“Isso não quer dizer que aqueles que preferem brincar com massinha de modelar a ler Platão tenham sempre esperma de pior qualidade, pois a correlação foi marginal”, disse Rosalind Arden, que liderou o estudo.

A cientista ressaltou, porém, que o estudo dá peso à teoria de que genes relacionados à inteligência também podem ter outros efeitos, influenciando a fertilidade.

A teoria é que, se pequenas mutações genéticas prejudicam a inteligência, podem também prejudicar a qualidade do esperma.

Até hoje, os cientistas vinham sustentando que fatores ambientais, como fumar ou praticar exercícios, teriam mais influência do que fatores genéticos na relação entre inteligência e saúde.

Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, disse que a pesquisa, divulgada na publicação científica Intelligence, deve ser interpretada com cautela.

“O fato de que é possível detectar uma ligação estatística entre a inteligência e a qualidade do sêmen em homens adultos provavelmente diz mais sobre o desenvolvimento concomitante do cérebro e dos testículos do feto quando no útero da mãe – e, conseqüentemente, sobre como eles funcionarão na vida adulta – do que sobre como jogar Sudoku ou não poderia estimular a produção de mais espermatozóides.”

“A melhoria na qualidade do sêmen com a inteligência observada neste ensaio é pequena e, dessa forma, dificilmente teria um grande impacto na habilidade dos homens de diferentes inteligências em gerarem filhos”, concluiu.

 
 
Espermatozóides Saúde
Poluição 'reduz número e velocidade de espermatozóides'.
 
 
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