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Inteligentes 'tendem a ter melhor sêmen', diz estudo
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Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha indica que os homens que têm melhor desempenho em testes de inteligência tendem a ter
esperma de melhor qualidade.
O estudo, conduzido pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres, analisou testes de inteligência e amostras de esperma fornecidos por 425 militares americanos. O sêmen foi colhido e analisado em 1985, como parte de uma pesquisa feita na época sobre a saúde de veteranos de guerra. O cruzamento dos dados mostrou que, independentemente da idade e do estilo de vida dos homens, aqueles que mostraram ter maior inteligência nos testes tinham resultados melhores nos três critérios usados para medir a qualidade do esperma: número, concentração e movimentação dos espermatozóides.
Os cientistas conseguiram demonstrar que a ligação estatística que descobriram, ainda que seja pequena, não pode ser explicada por hábitos prejudiciais à saúde dos homens estudados, como fumar ou beber demais. Por isso, ela seria significativa. Fatores ambientais x genéticos “Isso não quer dizer que aqueles que preferem brincar com massinha de modelar a ler Platão tenham sempre esperma de pior qualidade, pois a correlação foi marginal”, disse Rosalind Arden, que liderou o estudo. A cientista ressaltou, porém, que o estudo dá peso à teoria de que genes relacionados à inteligência também podem ter outros efeitos, influenciando a fertilidade. A teoria é que, se pequenas mutações genéticas prejudicam a inteligência, podem também prejudicar a qualidade do esperma. Até hoje, os cientistas vinham sustentando que fatores ambientais, como fumar ou praticar exercícios, teriam mais influência do que fatores genéticos na relação entre inteligência e saúde. Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, disse que a pesquisa, divulgada na publicação científica Intelligence, deve ser interpretada com cautela. “O fato de que é possível detectar uma ligação estatística entre a inteligência e a qualidade do sêmen em homens adultos provavelmente diz mais sobre o desenvolvimento concomitante do cérebro e dos testículos do feto quando no útero da mãe – e, conseqüentemente, sobre como eles funcionarão na vida adulta – do que sobre como jogar Sudoku ou não poderia estimular a produção de mais espermatozóides.” “A melhoria na qualidade do sêmen com a inteligência observada neste ensaio é pequena e, dessa forma, dificilmente teria um
grande impacto na habilidade dos homens de diferentes inteligências em gerarem filhos”, concluiu. |
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