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Manifestantes deixam aeroportos na Tailândia
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Manifestantes de oposição desocuparam nesta quarta-feira os dois principais aeroportos de Bangcoc, capital da Tailândia, depois
de oito dias de cerco.
O partido de oposição Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês) decidiu encerrar os protestos nos aeroportos depois que a Corte Constitucional da Tailândia determinou, nesta terça-feira, que o partido governista fosse dissolvido e o primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, afastado do poder e banido da política por cinco anos, devido a acusações de fraude eleitoral. Nas primeiras horas desta quarta-feira, manifestantes foram vistos embrulhando seus pertences e deixando os dois aeroportos, enquanto equipes de limpeza começavam a trabalhar. Os vôos domésticos devem ser retomados ainda nesta quarta-feira e os internacionais na quinta-feira. Entretanto, segundo funcionários, os aeroportos devem voltar à normalidade apenas em dois dias. Os cercos ao aeroporto internacional Suvarnabhumi e ao doméstico Don Mueang deixaram milhares de turistas retidos e representaram um prejuízo de milhões de dólares ao país.
Crise política Na terça-feira, a Corte Constitucional do país ordenou a dissolução dos três partidos que formavam a coalizão do governo. A Aliança Popular pela Democracia vinha acusando o governo de Somchai Wongsawat de corrupção, de ser hostil à monarquia e de ser um testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. Somchai, que esperava o final dos protestos na cidade de Chiang Mai, no norte do país, afirmou que seus aliados devem formar um governo provisório com um novo líder em breve.
Em setembro, a mesma corte já havia deposto o então premiê Samak Sundaravej, que também era próximo de Thaksin. Thaksin, que é cunhado de Somchai, foi afastado em um golpe militar em 2006, após uma longa onda de protestos contra ele no país. Guerra civil A decisão da corte e o final dos protestos, no entanto, não devem trazer um fim às tensões políticas na Tailândia. Na noite de terça-feira, um dos líderes dos manifestantes, Sondhi Limthongkul, afirmou que os protestos podem ser retomados. “O PAD vai voltar se algum outro governo fantoche (de Thaksin) for formado ou se qualquer um tentar mudar a lei ou a Constituição para livrar algum político ou para subjugar a autoridade da monarquia”, disse. Já Chaturon Chaisaeng, um ex-membro do gabinete de Thaksin, sugeriu que pode haver uma guerra civil no país caso a oposição pressione para que um governo não-eleito tome posse. “Por que continuamos perdoando o PAD, que está empreendendo ataques terroristas contra prédios do governo e ao sistema democrático? Será que todo o povo tailandês tem que se dobrar às ordens do PAD?”, disse. A Aliança Popular pela Democracia é formada principalmente por monarquistas, empresários e a classe média urbana e tem mais força em Bangcoc, enquanto que no norte rural e no nordeste do país o atual governo é muito popular.
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