20 de novembro, 2008 - 09h44 GMT (07h44 Brasília)
Os mercados europeus e asiáticos registraram fortes quedas nesta quinta-feira, em meio a novos temores de uma recessão mundial.
A queda nos mercados mundiais começou na quarta-feira, quando o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, atingiu o seu menor nível em cinco anos.
Nesta quinta, o FTSE, de Londres, abriu em queda de mais de 2%. Às 12h (10h de Brasília), a baixa era de 2%. No mesmo horário, as bolsas de Frankurt e Paris também operavam em quedas de 2,58% e 3,04% respectivamente.
Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda de 6,8%. Em Hong Kong, os mercados tiveram queda de 5,5% no fechamento.
Dados divulgados nesta quinta-feira mostram que as exportações do Japão para a Ásia caíram em outubro pela primeira vez desde 2002.
Também nesta quinta-feira, a francesa Peugeot Citroen anunciou planos de cortar 2,7 mil empregos devido à queda na demanda na Europa. O volume de vendas da empresa caiu 5,2% no terceiro trimestre, e a Peugeot prevê quedas de 17% no último trimestre deste ano e de pelo menos 10% em 2009.
E a fabricante de motores de aviões Rolls-Royce disse que planeja cortar até 2 mil empregos em 2009 devido a atrasos com novos aviões da Airbus e Boeing.
Recordes negativos
A nova turbulência nos mercados começou na quarta-feira, depois que o banco central americano, Federal Reserve, reduziu as previsões de crescimento da economia do país.
Segundo o Federal Reserve, o Produto Interno Bruto (PIB) americano pode estagnar ou crescer em ritmo insignificante neste ano. Em 2009, pode haver retração da economia.
Para o banco central americano, o crescimento só deve voltar em 2010. O banco cogita cortar ainda mais a taxa de juros, se necessário.
Os preços ao consumidor caíram 1% no mês de outubro nos Estados Unidos, a maior queda em 60 anos.
Os mercados financeiros vêm sofrendo fortes perdas desde o ano passado, quando uma crise no mercado de hipotecas de alto risco dos Estados Unidos afetou as bolsas de diversos países.
Nos últimos meses, a crise financeira passou para a economia real, com notícias de recessão no Japão, em diversos países da Europa e forte desaceleração nos Estados Unidos.