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Atualizado às: 21 de novembro, 2008 - 20h25 GMT (18h25 Brasília)
 
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Ações do Citigroup despencam em meio a incertezas
 
Citigroup
Em 2008, as ações do Citigroup já registraram queda de quase 80%
As ações do Citigroup, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, caíram vertiginosamente nesta sexta-feira em meio a incertezas sobre o futuro da empresa.

Os executivos do Citigroup estão reunidos em Nova York para discutir soluções para a situação da empresa.

Durante o pregão desta sexta-feira, as ações da empresa chegaram a cair 18%. As ações já perderam mais da metade de seu valor na última semana.

Em 2008, as ações do Citigroup já registraram queda de quase 80%.

Segundo informações divulgadas pelo jornal The Wall Street Journal, entre as opções em discussão pelos executivos estariam a fusão com outro grupo ou a venda de partes da empresa.

O Citigroup perdeu mais de US$ 20 bilhões no último ano devido à crise financeira global.

O banco vem registrando perdas consecutivas e analistas duvidam que consiga se recuperar antes de 2010.

Cortes

No início da semana, o Citigroup anunciou o corte de mais 52 mil empregos em todo o mundo em resposta à crise financeira mundial. Anteriormente, a empresa já havia anunciado o corte de outros 23 mil empregos.

Com os dois anúncios, o total de cortes no grupo, que tem 375 mil funcionários no mundo todo, pode chegar a 75 mil vagas.

O Citigroup tem operações em mais de cem países e, por muitos anos, foi o maior banco americano.

A instituição foi criada a partir da fusão do Citicorp com o Travelers Group há pouco mais de dez anos. Ao longo da última década, o grupo se expandiu rapidamente para outros países.

Mas, ultimamente, críticos afirmavam que o Citigroup cresceu mais rápido do que investiu e isso teria tornado o banco incapaz de lidar com a pressão gerada pela atual crise financeira mundial.

O Citigroup é uma das nove instituições financeiras a receber fundos do pacote de resgate lançado pelo governo americano.

Seguro-desemprego

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sancionou uma lei para garantir que milhões de americanos que perderam seus empregos continuem recebendo seguro-desemprego durante o período do feriado de Natal.

A lei havia sido aprovada pelo Senado na quinta-feira, depois que os novos pedidos para esse tipo de auxílio atingiram o nível mais alto em 16 anos nos Estados Unidos.

A nova lei vai permitir que cerca de 2 milhões de americanos cujos seguros-desemprego estavam expirados ou prestes a expirar recebam auxílio financeiro por até três meses extras.

 
 
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