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Líderes da Europa e Ásia pedem reforma profunda das finanças
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Líderes asiáticos e europeus pediram neste sábado uma reforma profunda do sistema financeiro global em um encontro em Pequim.
Eles pediram que o Fundo Monetário Internacional (FMI) desempenhe um papel maior na crise financeira global para evitar que os países sejam afetados. Os líderes dos 43 países que participaram da Reunião Ásia Europa (Asem, na sigla em inglês) concordaram em "realizar reformas eficazes e abrangentes dos sistemas monetário e financeiro". "Os líderes concordam que o FMI deveria desempenhar um papel crítico na ajuda aos países gravemente afetados pela crise, a pedido deles", afirma o comunicado final do encontro de Pequim. A reunião teve a participação de líderes como o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. Eles disseram que estão buscando um consenso antes de uma cúpula em Washington no próximo mês, que reunirá as 20 maiores economias do mundo. Tensão nos mercados O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse que seu governo vai desempenhar um papel ativo na cúpula de líderes mundiais que acontecerá em Washington no próximo mês. Jiabao pediu que inovações financeiras sejam adotadas, junto com novas regulamentações. "Nós precisamos usar todos os meios para prevenir que a crise financeira tenha impacto no crescimento da economia real", disse ele. A sexta-feira registrou novas quedas das bolsas em todo mundo ao longo do dia, em meio a temores de uma recessão mundial.
Os mercados caíram em Nova York (3,59%), São Paulo (6,91%) e Londres (5%). As bolsas têm continuado com quedas acentuadas mesmo após os anúncios no último mês de diversos pacotes e medidas coordenadas de vários países. Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu por medidas "drásticas" para proteger os países subdesenvolvidos contra a crise financeira global.
Ele afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os bancos centrais dos países desenvolvidos devem disponibilizar linhas de crédito para que os países pobres possam fazer fundos de emergência. Em um encontro com representantes do Banco Mundial e do FMI, Ban afirmou que os países subdesenvolvidos estão sofrendo as mesmas pressões que a Europa e os EUA, mas contam com muito menos recursos para salvar instituições financeiras e empresas.
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