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Atualizado às: 21 de outubro, 2008 - 21h51 GMT (19h51 Brasília)
 
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Novo microscópio permitirá análise de átomos no Canadá
 
Microscópio Titan (Foto: Universidade McMaster)
Aparelho é 'tão poderoso que pode analisar espaços entre átomos'
Um avançado e poderoso microscópio de elétrons, com grande capacidade de resolução, foi instalado em um novo centro de microscopia de elétrons, o Canadian Centre for Electron Microscopy, na Universidade McMaster, no Canadá.

"A resolução do microscópio Titan 80-300 Cubed é notável", afirmou Gianluigi Botton, diretor do centro e líder do projeto. "Seria o equivalente a um telescópio Hubble sendo usado para fazer observações do plano atômico, em vez de estrelas e galáxias."

"Com esse microscópio, podemos facilmente identificar átomos, medir seu estado químico e até investigar os elétrons que os mantêm juntos."

Botton diz que a Universidade McMaster é "a primeira no mundo com um microscópio de tão alto calibre" e afirma que o aparelho coloca os pesquisadores no limite do que a física permite que seja possível ver.

Laboratório

O microscópio fica dentro de um laboratório projetado especialmente para oferecer a estabilidade necessária para o aparelho e é capaz de resistir a vibrações ultra-graves, ruídos graves e variações mínimas de temperatura.

"Mesmo respirar perto de um microscópio normal pode afetar a qualidade dos resultados", afirma Botton.

Canadian Centre for Electron Microscopy (Foto: Universidade McMaster)
Laboratório foi projetado para dar estabilidade ao microscópio

A operação do instrumento será realizada em um compartimento separado para assegurar resultados de maior qualidade.

De acordo com John Preston, diretor do Brockhouse Institute for Materials Research da Universidade McMaster, o microscópio vai analisar centenas de produtos de uso diário para tentar entender, manipular e melhorar sua eficiência.

Construído na Holanda pela FEI Company, o Titan custou US$ 15 milhões e também deve auxiliar no desenvolvimento de iluminação mais eficiente e de melhores células solares (usadas para captar energia solar), além do estudo de proteínas e substâncias utilizadas no combate ao câncer.

O Titan também poderá auxiliar na criação de materiais automotivos mais leves e fortes, cosméticos mais eficientes e memória de alta densidade para maior rapidez em aparelhos eletrônicos e de telecomunicações.

Para Mo Elbestawi, vice-presidente da Universidade McMaster, o Titan 80-300 Cubed reforça a posição do Canadá como "líder mundial em nanotecnologia".

 
 
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