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Atualizado às: 06 de outubro, 2008 - 13h12 GMT (10h12 Brasília)
 
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Comandante diz que Jean Charles teve 'azar'; assista
 

 
 
Cressida Dick
A comandante disse que 'ninguém errou' durante a operação
A policial que comandou a operação que resultou na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, Cressida Dick, disse nesta segunda-feira que ele deu "azar" por ser parecido com um suspeito homem-bomba.

Ela se referiu à suposta semelhança do brasileiro com Hussein Osman, que estava sendo procurado pela polícia suspeito de ter participado de tentativas de ataques na rede de transporte de Londres.

"Jean Charles foi vítima de circunstâncias terríveis. Ele teve azar por morar no mesmo bloco de apartamentos que Osman e ser parecido com ele", disse ela durante depoimento no inquérito que apura as circunstâncias da morte do brasileiro em 22 de julho de 2005.

Cressida Dick ainda disse que o eletricista, de 27 anos, se comportou de forma suspeita ao entrar e sair do ônibus a caminho da estação de Stockwell.

Jean Charles foi morto com sete tiros na cabeça no vagão de um metrô duas semanas depois dos ataques ao sistema de transporte de Londres e no dia seguinte a uma série de atentados fracassados na capital britânica.

Cressida estava na sala de comando da Scotland Yard durante a perseguição ao brasileiro, coordenando à distância a ação dos policiais que suspeitavam que Jean fosse o suposto homem-bomba Hussein Osman e que o seguiram na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.

Inquérito

Ao responder a uma pergunta sobre o que deu errado na operação, Cressida Dick disse que "ninguém errou".

Ela disse ter sido requisitada para auxiliar no comando das investigações sobre os atentados frustrados do dia 21 de julho nas primeiras horas do dia seguinte e que até o mês de julho estava atuando em outra divisão da polícia que não estava envolvida diretamente no combate ao terrorismo.

A mãe de Jean Charles, Maria de Menezes, e o irmão, Giovani da Silva, chegaram a Londres na semana passada.

A partir desta segunda-feira, os familiares acompanharão o inquérito sobre a morte do brasileiro, previsto para durar três meses.

Segundo um comunicado divulgado no site da campanha Justiça para Jean, a família "espera saber a verdade sobre o que aconteceu e conhecer os culpados pela morte de Jean Charles".

 
 
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