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Maioria dos parlamentares candidatos a prefeito enfrenta ações
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Um levantamento divulgado nesta terça-feira revela que, dos 88 deputados federais e senadores que concorrem nas eleições de
outubro ao cargo de prefeito em diferentes cidades do Brasil, 53, ou 60,2%, respondem a processos na Justiça.
O levantamento feito pelo site Congresso em Foco (www.congressoemfoco.com.br) pesquisou os sites do Supremo Tribunal Federal (STF), da Justiça Federal e dos Tribunais de Justiça estaduais, investigando as pendências contra todos os parlamentares que concorrem nas eleições municipais. Apenas no STF – onde, por terem foro privilegiado, os parlamentares devem ser julgados em processos administrativos e por crimes penais comuns – 20 candidatos a prefeito respondem a um total de 36 procedimentos judiciais. Desses 36, dez são ações penais em que sete congressistas são réus. Os motivos dos processos no STF são variados. Há processos por crimes eleitorais, crimes contra o sistema financeiro, lavagem de bens e até formação de quadrilha. Paulo Maluf O candidato com o maior número de processos é, de acordo com o levantamento, o deputado federal Paulo Maluf (PP/SP), que tenta voltar à prefeitura da cidade de São Paulo. Maluf enfrenta 49 processos - cinco no STF, três na Justiça Federal e 41 em primeira instância no Tribunal de Justiça de São Paulo. Entretanto, um advogado de defesa de Paulo Maluf, Silvio Garrido, disse que é preciso cautela ao analisar os processos contra o candidato. “Muitos desses processos, especialmente as ações populares, têm caráter eleitoreiro”, comentou. Além de Maluf, outros cinco parlamentares que respondem a processos estão tentando voltar às prefeituras que já ocuparam:
Lira Maia (DEM), candidato em Santarém/PA; Nelson Bornier (PMDB), em Nova Iguaçu/RJ; Tonha Magalhães (PR), em Candeias/BA;
Décio Lima (PT), em Blumenau/SC; e Reinaldo Nogueira (PDT), em Indaiatuba/SP. |
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