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11 de agosto, 2008 - 08h10 GMT (05h10 Brasília)

Matas da Austrália 'absorvem três vezes mais CO2' que imaginado

Um estudo mostrou que as florestas nativas da Austrália estão armazenando três vezes mais carbono do que o imaginado – um indício de que o combate ao desmatamento tem um papel importante na questão da mudança climática.

O estudo é resultado de uma década de pesquisas e pioneiro em quantificar a absorção de gases estufa pela mata nativa australiana.

Os cientistas calcularam que as áreas não derrubadas armazenam em média 640 toneladas de carbono por hectare – três vezes mais do que o esperado.

“Estudamos metade das florestas remanescentes na Austrália e nossa estimativa é de que elas podem armazenar por volta de 33 bilhões de toneladas de dióxido de carbono”, disse o professor de ciência ambiental da Universidade Nacional da Austrália, Brendan Mackey.

“Se todas essas florestas fossem derrubadas e todo o carbono na biomassa do solo fosse lançado na atmosfera, seria o equivalente a lançar por cem anos cerca de 80% das emissões anuais de gases estufa da Austrália”, comparou.

Para o professor, isto mostra que o país precisa "proteger suas florestas".

Durante seu crescimento, as árvores consomem e armazenam dióxido de carbono, que seria lançado na atmosfera se elas fossem cortadas.

Globalmente, a perda de florestas corresponde a 20% das emissões. Estima-se que o desmatamento seja responsável por cerca de 75% das emissões de carbono do Brasil.

O pesquisador defendeu que os governos combatam o desmatamento como forma de evitar o aquecimento global.

Cerca de metade das florestas nativas da Austrália foram derrubadas nos últimos 200 anos. O país é o maior emissor per capita do planeta.