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Atualizado às: 20 de agosto, 2008 - 09h23 GMT (06h23 Brasília)
 
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EUA e Polônia assinam acordo de defesa antimíssil
 
Condoleeza Rice e o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski. Foto: AFP
O acordo será assinado por Rice e pelo ministro polonês Radek Sikorski
Os Estados Unidos e a Polônia formalizaram o acordo que prevê a instalação de parte de um escudo de defesa antimísseis americano em território polonês.

Na manhã desta quarta-feira, em Varsóvia, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice e o ministro do Exterior da Polônia, Radek Sikorski, assinaram o acordo, fechado na última quinta-feira, encerrando 18 meses de negociações.

O documento inclui as exigências feitas pela Polônia com relação à segurança do país como compensação por abrigar o escudo americano. Pelo plano, a Polônia aceita a instalação de dez mísseis interceptadores em uma antiga base militar perto da costa polonesa do Mar Báltico.

Em troca, os americanos se comprometem a ajudar o país a melhorar suas forças armadas, além de remanejar para a Polônia mísseis tipo Patriot e militares americanos, com o intuito de reforçar as defesas aéreas polonesas.

Rússia

Enquanto os EUA afirmam que o escudo irá proteger os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de possíveis ataques de longo alcance, Varsóvia vê a ameaça mais próxima e por isso exigiu reforço na defesa do país em troca de abrigar o escudo.

A Rússia se opõe ao plano e afirma que a base poderia se transformar em alvo para um ataque nuclear e enfraquecer as defesas polonesas. Além disso, o país argumenta que a instalação de um sistema antimísseis americano no Leste Europeu “complica” a segurança global ao afetar o equilíbrio militar na Europa e estimula uma corrida armamentista.

Os russos já haviam ameaçado apontar seus mísseis para a Europa caso os EUA instalassem partes de seu sistema de defesa antimísseis perto da fronteira com a Rússia.

No entanto, Washington argumenta que o sistema irá proteger não só os Estados Unidos, mas a Europa contra mísseis e afirma que os alvos do sistema de defesa seriam países considerados perigosos, como o Irã.

Segundo a correspondente da BBC Kim Ghattas, que acompanhou a viagem de Rice até a Polônia, o momento da assinatura do acordo – durante o conflito com a Geórgia – deixou os russos ainda mais furiosos. Segundo ela, a Rússia já alertou que a Polônia está se colocando em risco de ataque com essa negociação.

Outro correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Eston, afirma que tanto o momento escolhido para a assinatura do acordo quanto as exigências sobre a segurança e defesa do país feitas pela Polônia não contribuíram em nada para apaziguar Moscou.

 
 
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