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Atualizado às: 21 de julho, 2008 - 11h34 GMT (08h34 Brasília)
 
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Investigador afastado do caso Madeleine lança livro sobre o inquérito
 

 
 
Capa do livro de Gonçalo Amaral
O livro conta a visão de Amaral sobre o caso
O principal investigador da polícia portuguesa no desaparecimento da menina Madeleine McCann, Gonçalo Amaral, está lançando um livro no qual conta a sua versão sobre o caso.

Intitulado Maddie: A Verdade da Mentira, o livro relata como foi o processo de investigação do desaparecimento. A obra será lançada na quinta-feira, três dias depois do anúncio das conclusões da polícia sobre o caso.

Segundo o jornal britânico The Observer, Amaral estaria convencido de que Madeleine McCann, desaparecida em maio de 2007 na praia da Luz, no Algarve, está morta.

Amaral foi retirado do caso depois de criticar a polícia britânica. Segundo o jornal, o ex-inspetor deve voltar a criticar o papel dos policiais britânicos no inquérito.

Ele já havia comentado publicamente que os britânicos haviam sido influenciados pela direção que os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, queriam tomar nas investigações.

Investigação

A escolha da data para o lançamento do livro coincide com o fim do prazo legal de sigilo nas investigações.

Nesta segunda-feira termina o período em que as autoridades podem reter informações sobre os procedimentos adotados e sobre as pistas e provas que tenham recolhido durante a investigação.

Maddie McCann tinha quatro anos de idade quando desapareceu na Praia da Luz, no sul de Portugal, em 4 de maio de 2007. Seu desaparecimento ganhou destaque na mídia em todo mundo.

Segundo o que foi publicado na imprensa portuguesa – e depois repetido pelos meios de comunicação de todo o mundo – a principal tese da polícia é que a menina teria sido morta pelos pais, que depois esconderam o corpo. No entanto, Kate e Gerry McCann denunciaram um rapto.

A imagem da polícia portuguesa e, especialmente, do investigador responsável pelo caso, Gonçalo Amaral, foi prejudicada pelo fato de que as investigações não foram conclusivas.

Por essa razão, ao pedir sua aposentadoria da polícia, na semana passada, Amaral, de 48 anos, afirmou que estaria saindo para poder "se defender".

"Esta é a única forma de recuperar a plenitude da minha liberdade de expressão", afirmou o ex-investigador.

A suposta ineficiência da polícia portuguesa no caso foi atribuída pelo número de argüidos – figura jurídica portuguesa que designa as pessoas como provavelmente suspeitas – indicados no caso sem provas conclusivas.

 
 
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