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EUA e UE saúdam prisão de Karadzic
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A prisão do líder sérvio Radovan Karadzic, acusado de crimes de guerra durante o conflito na Bósnia nos anos 1990, foi saudada
pelo governo dos Estados Unidos e pela liderança da União Européia.
"Nós cumprimentamos o governo da Sérvia e agradecemos às pessoas que conduziram esta operação por seu profissionalismo e coragem", disse nota da Casa Branca sobre a detenção anunciada na segunda-feira. "Esta operação é uma demonstração importante da determinação do governo sérvio em honrar seu compromisso de cooperar com o Tribunal de Crimes de Guerra da antiga Iugoslávia." O governo americano afirmou ainda que "não existe uma homenagem melhor às vítimas das atrocidades da guerra do que trazer seus perpetradores à Justiça". O mês de julho marca o 13ª aniversário do massacre de Srebrenica, em que mais de 7,5 mil bósnios morreram. Karadzic é acusado de liderar o massacre e seu comandante, Ratko Mladic, ainda é procurado pelas autoridades. O líder sérvio foi indiciado pelo Tribunal das Nações Unidas para Crimes de Guerra, em Haia, na Holanda, em julho de 1995, acusado de autorizar a morte de civis durante o cerco de Sarajevo, que durou 43 meses. Quatro meses depois, foi indiciado por genocídio pela morte de 8 mil homens e meninos muçulmanos, depois que as forças de Ratko Mladic tomaram uma área considerada segura pelas Nações Unidas, Srebrenica, no leste da Bósnia. Richard Holbrooke, o diplomata americano que mediou os acordos de Dayton para a paz na Bósnia, em 1995, chamou esta segunda-feira de "dia histórico". "Um dos piores homens do mundo, o Osama Bin Laden da Europa, finalmente foi capturado. É significativo que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) continuou a fracassar e os sérvios o capturaram (...) um grande, grande bandido foi retirado da cena pública", afirmou Holbrooke. 'Aspirações européias' A prisão de Karadzic e de seu comandante militar é uma das condições para uma aproximação da Sérvia da União Européia. "Este foi um desdobramento muito positivo que vai contribuir para trazer justiça e reconciliação duradoura para o oeste dos Bálcãs", disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. "Isto prova a determinação do novo governo sérvio de conseguir plena cooperação com o Tribunal Internacional de Crimes de Guerra. Também é muito importante para as aspirações européias da Sérvia", concluiu Barroso. A Grã-Bretanha também sugeriu que a prisão do líder sérvio pode render frutos ao país na Europa. "Esta prisão vai ajudar a encerrar as décadas de conflito na região e abrir caminho para um futuro europeu mais brilhante para a Sérvia e a região", disse o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband. |
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