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Atualizado às: 02 de julho, 2008 - 18h57 GMT (15h57 Brasília)
 
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Estudo sugere que skunk pode elevar risco de psicose
 
Maconha
Apesar de análise, ligação entre skunk e doenças é 'incosistentes'
Uma pesquisa do King's College de Londres sugere que pessoas que usam a variedade mais forte da maconha, conhecida como skunk, têm mais risco de sofrer com problemas como psicose do que as que usam as formas mais suaves da droga.

O estudo, do Instituto de Psiquiatria do King's College, analisou 317 pessoas. Desse grupo, os usuários skunk mostram que tinham 18 vezes mais chances de sofrer um episódio de psicose do que usuários de maconha.

A pesquisa foi apresentada na reunião do Royal College of Psychatrists e também informou que as pessoas que usam o skunk têm mais chances de usarem maconha todo dia.

A pesquisadora-chefe do estudo, Maria Di Forte, analisou informações de 197 pessoas que foram encaminhadas a uma unidade de saúde mental com um primeiro episódio de psicose. Destas, 112 tinham usado maconha em algum momento.

A pesquisadora também analisou os dados de 120 pessoas, como parte de um grupo de controle especificamente destaca para a análise. Destas, 72 já tinham usado maconha.

Entre aquelas que usaram a droga, as pessoas que tiveram um episódio psicótico tinham duas vezes mais chances de ter usado maconha por mais tempo, chances três vezes maiores de ter usado a droga diariamente e 18 vezes mais chances de ter usado skunk.

Dúvidas

O skunk é três vezes mais forte do que a maconha convencional e, atualmente na Grã-Bretanha, entre 70% e 80% das apreensões são de skunk.

Di Forte afirmou que, se os resultados preliminares forem comprovados, a crescente disponibilidade de skunk no mercado será uma preocupação.

Paul Morrison, que também participou da pesquisa afirmou que o skunk tem níveis mais altos de THC, o que causa os sintomas psicóticos, e níveis baixos de outro composto chamado canabidiol, que parece proteger os usuários do efeito do THC.

O professor David Nutt, especialista em psicofarmacologia na Universidade de Bristol, Grã-Bretanha, afirmou que qualquer nova informação a respeito dos riscos de psicose associados ao uso de skunk são interessantes, mas é difícil determinar causa e efeito.

"Se (os resultados da pesquisa) forem verdadeiros, então seria importante, mas existem muitas explicações para este tipo de descoberta", afirmou.

As provas da ligação entre maconha e doenças psicóticas como a esquizofrenia têm sido inconsistentes em diferentes estudos sobre o assunto.

No começo de 2008, o conselho que faz recomendações sobre abuso e classificação de drogas na Grã-Bretanha, do qual David Nutt é membro, concluiu que provavelmente existe uma ligação entre os dois, mas ainda não está claro se esta ligação ficará mais forte à medida que o uso do skunk fica mais comum.

 
 
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