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Atualizado às: 28 de maio, 2008 - 21h26 GMT (18h26 Brasília)
 
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Países fecham acordo para banir bombas de fragmentação
 
Bomba de Fragmentação
Bombas de fragmentação vitimam muitos civis inocentes
Representantes de 109 países, reunidos em Dublin, na Irlanda, aprovaram por unanimidade nesta quarta-feira o esboço de um tratado que prevê a proibição do uso de bombas de fragmentação.

Além de terem se comprometido a não usar esse tipo de armamento, os países presentes à reunião em Dublin concordaram em destruir os arsenais dessas bombas nos próximos oito anos.

Alguns dos países que mais produzem e têm bombas de fragmentação – como Estados Unidos, Rússia e China – se opõem a uma resolução que proíba essas bombas e não enviaram representantes à reunião.

O Brasil, que produz, exporta e estoca esse tipo de armamento, também não participou do encontro.

A posição brasileira, alinhada com a dos Estados Unidos, é de que um tratado internacional deve ser negociado dentro da Convenção da ONU sobre Armas Convencionais (CCW, na sigla em inglês), que busca restringir o uso de armamentos que infligem danos indiscriminados ou excessivos, como minas terrestres, armas de fragmentação e incendiárias.

Pontos polêmicos

As bombas de fragmentação são bastante criticadas pelo potencial de vitimar inocentes. Depois de lançada, ela se abre, dispersando dezenas de minibombas por uma vasta área – e muitas delas não explodem, continuando perigosas por décadas.

Segundo um porta-voz do Ministério do Exterior da Grã-Bretanha, um dos países que apóiam a convenção, um dos pontos de debate na conferência foi como lidar com uma situação em que um país signatário estiver envolvido em operações militares com um país não signatário.

O acordo alcançado nesta quinta-feira autoriza os signatários a participarem de coalizões com não-signatários, o que acontece, por exemplo, nas operações da Otan no Afeganistão.

Outro item do tratado autoriza o uso de novas gerações de bombas de fragmentação de tecnologia mais avançada, mais precisas e que não deixem minibombas sem detonar.

Mesmo antes que o consenso sobre o tratado fosse anunciado, a Grã-Bretanha anunciou que iria eliminar todo o seu arsenal de bombas de fragmentação.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que a aprovação da convenção, que será submetida a uma votação em plenário na sexta-feira, foi "um grande passo para fazer do mundo um lugar mais seguro".

 
 
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