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Cientistas alertam para abuso de remédios psicoativos
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Um painel de cientistas alerta nesta quinta-feira o governo britânico para o risco do abuso de medicamentos para melhorar
a capacidade do cérebro, à medida que estes se tornem mais comuns no futuro.
Os remédios que aumentam o poder cognitivo, criados para tratar doenças como o Mal de Alzheimer, têm o potencial de melhorar atividades como memória, atenção ou velocidade de pensamento em pessoas saudáveis, afirma o relatório da Academia Médica de Ciências sobre cérebro, vício e drogas. Segundo o principal autor do relatório, Sir Gabriel Horn, da Universidade de Cambridge, “os avanços recentes e contínuos de nosso conhecimento sobre como o cérebro funciona vão levar a um aumento no número de drogas psicoativas". "Essas drogas poderão ser usadas como remédios para tratar doenças mentais como depressão, desordem bipolar ou vício em drogas, ou para melhorar a performance do cérebro”. Os cientistas temem, no entanto, que os medicamentos sejam usados por pessoas saudáveis para melhorar sua capacidade física. A academia pede ao governo e órgãos reguladores que monitorem de perto o uso desses remédios por pessoas saudáveis, como estudantes fazendo exames ou funcionários que queiram melhorar seu desempenho no trabalho. “Nós vemos semelhanças no uso futuro dos remédios que aumentam o poder cognitivo com o atual uso de drogas que melhoram a performance física no esporte". "É provável que o uso desses remédios propicie uma análise sobre os impactos social e econômico, permitindo ao governo considerar regulações ‘localizadas’ sobre o uso nas escolas, universidades e locais de trabalho”, recomenda o relatório. Os remédios hoje existentes não melhoram muito a capacidade cognitiva de pacientes com Alzheimer e há poucas evidências sobre seu efeito em pessoas saudáveis, “mas a quantidade de remédios disponíveis na Internet já encoraja os curiosos e esperançosos a experimentá-los”, afirma o documento. |
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