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Atualizado às: 30 de abril, 2008 - 10h05 GMT (07h05 Brasília)
 
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Menem será julgado por tráfico de armas
 
Carlos Menem (arquivo)
Caso já rendeu a Menem bloqueio de bens e de passaporte
O ex-presidente argentino Carlos Menem será submetido a julgamento sob acusação de "contrabando qualificado" no processo que investiga a venda de armas para Equador e a Croácia entre 1991 e 1995, período em que ele era presidente.

A decisão foi aprovada na terça-feira pelo Tribunal Penal Econômico da Câmara Nacional, segundo informações da agência oficial argentina, Telam.

O delito prevê pena de 4 a 10 anos de prisão, que só poderia ser cumprida após a cassação da imunidade parlamentar do ex-presidente e atual senador pelo Estado de La Rioja.

O início do debate público estava marcado para 6 de maio, mas o Tribunal propôs a data de 8 de julho, a fim de que se incorporem ao processo o ex-presidente e outros acusados.

Venda

O caso já rendeu a Menem cinco meses de prisão domiciliar em 2001 e, no ano passado, um bloqueio de bens e a retenção do passaporte.

O ex-presidente argentino é acusado de envolvimento na venda de 6,5 mil toneladas de armamentos, entre rifles, canhões, foguetes e munições, ao Equador e à Croácia entre 1991 e 1995.

À época, o Equador estava em guerra com o vizinho Peru e a Croácia, envolvida no violento processo de desintegração da antiga Iugoslávia. A venda contraria regulamentos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os responsáveis pelo contrabando teriam dito que os armamentos tinham como destino o Panamá e a Venezuela.

Na terça-feira, o Tribunal da Câmara entendeu que o caso "se trataria de um complexo desdobramento de atividades coordenadas com a intenção de burlar o controle aduaneiro", e que "tal manobra teria como máxima instância decisória o ex-presidente Carlos Saúl Menem".

Para os deputados, existem elementos que comprovam que Menem sabia do esquema, inclusive do real destino das vendas.

Segundo a Telam, também se sentarão no banco dos acusados o ex-ministro da Defesa Oscar Camilión, o ex-chefe da Força Aérea Juan Paulik, o ex-assessor presidencial Emir Yoma e o traficante de armas Diego Palleros, entre outras 17 pessoas.

 
 
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