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Novo tipo de transplante pode ajudar pacientes de leucemia
 
Cirurgia
Tratamento pode beneficiar pacientes que não respondem a tratamentos convencionais.
Um novo tipo de transplante de medula óssea que ataca células cancerígenas poderá beneficiar pacientes de leucemia que não respondem a tratamentos convencionais, segundo o médico italiano Andrea Velardi, da Universidade de Perugia, que liderou a pesquisa.

A técnica usa transplantes de membros da mesma família que não são, necessariamente, totalmente compatíveis com o paciente.

As chamadas células "assassinas naturais" da medula óssea transplantada – que muitas vezes atacam o paciente do transplante por conta de incompatibilidade - atacam a leucemia.

As taxas de sobrevivência cresceram com a nova técnica, mas especialistas britânicos afirmam que é necessário um teste em larga escala e em diferentes tipos de leucemia.

O transplante de medula óssea existe há cerca de 50 anos e, no caso de pacientes de leucemia, ele é normalmente feito para substituir a medula óssea destruída pelos agressivos tratamentos contra a doença.

Um dos principais problemas do transplante de medula óssea é quando as células de imunidade da medula doada "rejeitam" o novo hospedeiro.

Elas lançam ataques que, nos piores casos, podem ser fatais, uma condição conhecida como “doença do enxerto contra hospedeiro”.

Para evitá-la, pacientes e doadores são selecionados cuidadosamente para ter uma compatibilidade o mais perto possível de 100%.

Mas, algumas das mais recentes pesquisas na área estudam o uso das qualidades de combater doenças da medula óssea para destruir células cancerígenas, seja para evitar o retorno da doença, seja para atacar o câncer, mesmo quando ele resiste a outros remédios e tratamentos.

Testes

Velardi recebeu uma bolsa de pesquisa da Fundação Anthony Nolan para cultivar essas qualidades da medula óssea sem aumentar o risco da doença do enxerto cntra hospedeiro.

Ele vem usando doadores das famílias dos pacientes com compatibilidade parcial, dividindo apenas 50% de seu material genético.

Ele concluiu que, em alguns casos, as células de imunidade permaneciam ativas na medula doada depois do transplante e podiam lançar um ataque efetivo contra as células de leucemia. Ele também consegue prever, através de testes, o quão efetivo este ataque será.

Em um pequeno grupo de pacientes com leucemia mielóide aguda – que corresponde a aproximadamente um terço dos casos – as taxas de sobrevivência melhoraram quando o tratamento foi aplicado em pacientes em recuperação – já sem sinais da doença graças à quimioterapia.

Mas em pacientes que não respondiam ao tratamento antes do transplante, a taxa de sobrevivência aumentou de 2% para 30%.

"Para os pacientes considerados inelegíveis por conta da resistência à quimioterapia, este avanço é, potencialmente, um salva-vidas", disse Velardi.

"Ele provavelmente provocará enormes mudanças na prática de transplantes em todo o mundo".

Um porta-voz do Fundo de Pesquisas para a Leucemia, na Grã-Bretanha, disse que apesar da notícia animadora, ainda são necessárias pesquisas em larga escala.

Segundo ele, deveriam ser feitos testes, em particular, com pacientes idosos, já que uma grande proporção deles não responde aos tratamentos convencionais.

 
 
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