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Atualizado às: 21 de março, 2008 - 09h28 GMT (06h28 Brasília)
 
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Maioria na América Latina descende de europeus e nativas, diz estudo
 
Genes (arquivo)
Foram analisados os genes de 300 indivíduos de sete países
Resultados de um estudo genético realizado na América Latina sugere que a maioria dos latino-americanos descende de homens europeus e mulheres nativas ou africanas.

Os pesquisadores dizem que o trabalho proporciona a primeira descrição ampla de como a diversidade do genoma das populações da América Latina foi determinado pela história colonial da região.

Mais de 300 indivíduos de 13 populações mestiças em sete países, do México ao Chile, tiveram seu genoma analisado no trabalho publicado no site PLos Genetics, e de que participaram acadêmicos de várias partes do mundo, inclusive da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal do Paraná.

A maioria dos latino-americanos pode identificar suas origens retrocedendo 13 gerações para chegar ao tempo dos conquistadores espanhóis, no século 16.

As conclusões a que chegaram os cientistas dão sustentação ao argumento histórico de que os colonizadores europeus dizimaram a população masculina nativa e se uniram a suas mulheres ou a escravas africanas.

O professor Andres Ruiz-Linares, da University College London, que liderou o estudo, disse que, apesar de muitas tentativas no passado de apagar os nativos americanos da história da América Latina, a nova pesquisa mostra que há continuidade genética substancial entre as populações pré e pós-colombianas.

Além de proporcionar uma visão do passado, os autores do estudo esperam que esta análise vá contribuir para a formulação de pesquisas com o objetivo de identificar genes para doenças que afetam, com freqüências diferentes, nativos americanos e europeus.

Até agora, os pesquisadores enfocaram populações de áreas habitadas principalmente por nativos e por europeus. A diversidade genética das populações nas regiões das Américas com ampla imigração africana ainda continua pouco explorada.

 
 
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