16 de janeiro, 2008 - 15h29 GMT (13h29 Brasília)
Denize Bacoccina
Enviada especial da BBC Brasil a Havana
Apesar da expectativa de que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Cuba fosse render o fechamento de vários contratos de exportação de bens e serviços no total de U$ 1 bilhão, apenas um acordo foi firmado em Havana: o que amplia para US$ 200 milhões a linha de crédito para a exportação de alimentos brasileiros.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, explicou que haverá uma linha de crédito de US$ 100 milhões, rotativa, somente para exportação de alimentos. Quando este valor for atingido, o governo brasileiro vai liberar outro financiamento do mesmo valor.
A expectativa de que fossem assinados acordos de financiamento de quase US$ 1 bilhão nesta visita, surgida de negociações na semana passada entre as delegações dos dois países, não se concretizou. Ficou sem conclusão o maior dos contratos, no valor de mais de US$ 600 milhões para a construção de rodovias cubanas por construtoras brasileiras.
O financiamento deste projeto é uma demanda do governo cubano que também interessa às construtoras que fariam as obras – a Odebrecht já faz estudos técnicos no país – mas ainda não houve uma resposta do governo brasileiro.
Golfo do México
A Petrobras assinou com a Companhia Cubana de Petróleo (Cupet) um acordo para pesquisa conjunta para exploração e extração de petróleo no Golfo do México. Outro compromisso prevê a instalação no país de uma fábrica de lubrificantes. O valor do investimento não foi divulgado pela Petrobras.
As duas empresas ainda fizeram um acordo para atuação conjunta no refino – ampliação de refinarias existentes ou construção de uma nova – e para cooperação técnica para manutenção de equipamento, pesquisa e recurso humanos.
No total, foram assinados oito acordos. Questionado sobre se era uma boa hora para se investir em Cuba, já que o país estava se abrindo para o capital estrangeiro, Lula disse que “sempre é hora” de investir em Cuba.
“É sempre o momento de fazer investimentos nos países do seu continente”, afirmou o presidente.