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09 de janeiro, 2008 - 10h14 GMT (08h14 Brasília)

Brasil deve crescer 4,5% em 2008, diz Banco Mundial

O Brasil deve ter um crescimento econômico de 4,5% em 2008, com um desempenho praticamente estável em relação a 2007, segundo previsões do Banco Mundial (Bird) publicadas nesta quarta-feira no relatório "Perspectivas Econômicas Globais 2008".

A economia brasileira fechou o ano passado com um crescimento um pouco superior, de 4,8%, de acordo com dados da instituição.

O documento também atribui à estabilidade do Brasil uma queda menos acentuada do crescimento da América Latina e do Caribe neste ano, de 5,1%, em 2007, para 4,5% em 2008.

"A redução da atividade regional é amparada pelo crescimento forte contínuo no Brasil e por uma recuperação após um fraco 2007 no México, enquanto o crescimento em outros países - principalmente na Argentina e na Venezuela - deve cair", avalia o relatório.

Para 2009, o Banco Mundial prevê um crescimento de 4,3% para a América Latina e o Caribe. O Brasil manteria a taxa prevista para 2008: de 4,5%.

"Caso estes rendimentos se concretizem, eles representariam a maior fase de crescimento da América Latina e Caribe desde os anos 60", destaca o relatório.

Risco de piora nos EUA

De acordo com o órgão, até o momento, os países em desenvolvimento têm se revelado relativamente imunes à crise dos mercados financeiros, gerada principalmente por causa da crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos.

Após uma queda brusca em agosto, os mercados de ações em muitos países em desenvolvimento seguiram com seus fortes resultados positivos.

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O Bird também observa que "as melhorias registradas (na América Latina e no Caribe) nos últimos anos podem ser suficientes para evitar alguns dos efeitos adversos dos acontecimentos nos Estados Unidos".

Por outro lado, o Banco Mundial adverte que uma desaceleração maior nos Estados Unidos pode ter um impacto mais acentuado nos países em desenvolvimento.

"Uma desaceleração maior é um risco real, que poderia enfraquecer as perspectivas de médio prazo em países em desenvolvimento", afirma Uri Dadush, do Banco Mundial.

Segundo Dadush, países com rendimento médio, como o Brasil, podem ser os mais afetados, tanto por uma redução no comércio como por uma queda no investimento externo.