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Relatório dos EUA sobre Irã é 'grande vitória', diz Ahmadinejad
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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o novo relatório dos serviços de inteligência americanos sobre o programa
nuclear iraniano é uma "grande vitória".
Em um discurso transmitido pela televisão iraniana, Ahmadinejad afirmou que o Irã não vai desistir do programa nuclear para fins pacíficos. "Eles (os Estados Unidos) anunciaram de forma explícita que a nação iraniana está no caminho certo na questão nuclear, que o Irã tem o direito", disse. O relatório dos serviços de inteligência americanos divulgado no começo da semana concluiu que o Irã paralisou o seu programa de armas nucleares em 2003. Os Estados Unidos e seus aliados europeus querem aprovar novas sanções contra o Irã nas Nações Unidas, mas a China, país membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, questiona a necessidade de novas sanções em virtude do conteúdo do relatório americano. Impasse Ahmadinejad disse que "o relatório que eles publicaram (...), em vista disso, visa resolver o problema do governo americano, para permitir que ele (o governo americano) se distancie dos problemas e do impasse em que foi pego, mas, na verdade, é uma declaração de vitória da nação iraniana na questão nuclear, frente às potências do mundo todo", acrescentou. Falando para milhares de pessoas na cidade de Ilam, no oeste do Irã, o presidente disse que a avaliação feita pelos serviços secretos dos Estados Unidos foi um "golpe fatal" contra o que ele chamou de "impostores" que provocaram o mundo com mentiras a respeito do programa nuclear iraniano. Ameaça Mesmo depois do relatório, o presidente americano George W. Bush afirmou que o Irã ainda é uma ameaça. "Ainda acho que o Irã é perigoso", disse Bush, durante entrevista coletiva em Washington na terça-feira. "O Irã precisa ser encarado seriamente como uma ameaça à paz." "Vejo este relatório como um alerta. Eles (os iranianos) tinham o programa, eles paralisaram o programa. E a razão disso é um alerta, um sinal de que eles podem recomeçar (o programa nuclear)", afirmou. "E o que poderia fazer com que esta retomada seja eficaz e perigosa é a capacidade para enriquecer urânio." Os Estados Unidos e seus aliados europeus - que sempre acusaram os iranianos de desenvolver seu programa nuclear com o objetivo de criar armas, apesar das afirmações de Teerã de que busca a tecnologia exclusivamente para fins pacíficos - continuam pressionando o Conselho de Segurança a aprovar novas sanções contra o Irã. Mas, o embaixador da China na ONU, Wang Guangya, afirmou na terça-feira que o novo relatório dos serviços de inteligência
americanos sobre o programa nuclear iraniano levanta questões a respeito da necessidade de novas sanções contra o Irã. |
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