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Atualizado às: 26 de outubro, 2007 - 09h32 GMT (07h32 Brasília)
 
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Milhares retornam a casas atingidas por incêndios na Califórnia
 

 
 
Califónia
Milhares perderam tudo na Califórnia
Milhares de pessoas estão voltando para suas casas no sul da Califórnia depois que incêndios florestais devastaram quase meio milhão de hectares na região em torno de San Diego, uma área equivalente a da cidade de São Paulo.

Foram encontrados mais seis corpos na quinta-feira, elevando o número de vítimas para sete. Dois cadáveres carbonizados estavam em uma casa e quatro outros perto da fronteira mexicana.

Acredita-se que as quatro vítimas tentavam entrar nos Estados Unidos ilegalmente quando foram dominadas pelo fogo.

Outras pessoas morreram em acidentes durante a evacuação das regiões atingidas, no maior deslocamento humano do tipo da história da Califórnia.

Para quem retorna esta pode ser uma viagem traumática. Cerca de 1,8 mil imóveis foram destruídos e vários outros ficaram muito danificados.

Algumas estimativas chegam a colocar o número de desabrigados em conseqüência dos incêndios, em cerca de 1 milhão de pessoas.

As autoridades também descobriram que pelo menos dois dos focos de incêndio começaram deliberadamente e ofereceram uma recompensa por informações que levem aos culpados.

Um dos focos, em Orange County, ainda está fora de controle.

Mas com a redução da temperatura, ventos mais fracos e umidade mais alta há esperança de que os bombeiros consigam controlar os incêndios mais devastadores da história do Estado americano.

Em visita de quatro horas à região de San Diego, a mais afetada pelos incêndios, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ressaltou que seu governo vai dar ajuda financeira às vítimas.

"Não vamos esquecer de vocês em Washington", disse o presidente. "Queremos que as pessoas saibam que dias melhores virão, que hoje sua vida pode parecer triste, mas amanhã a vida será melhor. E queremos ajudar, na medida em que o governo federal puder."

Segundo o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, a postura de Bush mostra que ele aprendeu uma lição com o furacão Katrina, em 2005.

Webb afirma que, por mais que a Casa Branca pense que os governos locais devem arcar com a responsabilidade nesse tipo de situação, ficou claro para o presidente que o que ele fizer durante uma situação de desastre tem importância.

"O que vemos agora, e que não vimos durante o furacão Katrina, é um grande esforço dos governos local, estadual e federal e das agências federais", disse David Paulison, diretor do órgão federal de coordenação de situações de emergência.

 
 
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