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Atualizado às: 04 de outubro, 2007 - 13h54 GMT (10h54 Brasília)
 
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Pesquisa usa scanner 3D para ler lápides centenárias
 

 
 
Na esquerda está a lápide original e, na direita, o texto que foi recuperado
A lápide original (esq.) e, na direita, o texto que recuperado
Pesquisadores nos Estados Unidos desenvolveram uma tecnologia de scanner de alta resolução que permite decifrar o que está escrito nas lápides já apagadas de túmulos antigos.

Os cientistas na Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, usaram scanners de alta resolução 3D nos túmulos de um cemitério de 200 anos, próximo à escola.

Um computador então combinou os padrões esculpidos nos túmulos com informações de um banco de dados contendo muitos tipos de entalhes, para revelar as palavras escritas nas lápides.

Cientistas geralmente têm dificuldade em diferenciar a ação de fenômenos naturais e trabalhos de arte esculpidos pelo homem em pedra, devido à sujeira, algas ou fungos acumulados na superfície.

Atualmente, os arqueólogos são obrigados a traçar a mão em folhas de plástico as antigas inscrições para fazer o primeiro exame em pedras, para decifrar escrita antiga.

'Adivinhação'

"Esta nova tecnologia deve diminuir o trabalho de adivinhação durante inspeções em campo", disse Yang Cai, diretor do Laboratório responsável pela pesquisa na Universidade Carnegie Mellon.

Nas últimas semanas, a equipe de pesquisa de Cai testou a nova técnica em lápides do cemitério da Igreja Old St. Luke, para ajudar na identificação dos nomes.

O exame revelou o nome 'Isabella, esposa de John Seville' na lápide
O exame revelou o nome 'Isabella, esposa de John Seville' na lápide
A tecnologia foi criada a partir de outras técnicas de reconstrução em 3D. Mas a equipe da Carnegie Mellon se concentrou em assinaturas em superfícies.

"Criamos filtros especiais de informação em 3D que podem detectar curvaturas ou traços lineares em uma superfície", disse Cai.

Os cientistas analisam áreas importantes da superfície usando uma resolução muito alta e o resto em resolução mais baixa, para evitar imagens pesadas demais, com tamanho grande em termos digitais.

"É parecido com a experiência visual humana – geralmente focalizamos uma parte da imagem em alta resolução, mas a área periférica fica borrada", afirmou o cientista.

Cemitério digital

O banco de dados em 3D que está sendo criado pela equipe também poderá ser mapeado em outros sistemas, como sistemas de informações geográficas, bancos de dados com histórico de clima e modelos em alta fidelidade de sítios arqueológicos.

E, além de descobrir quem está sepultado no cemitério da igreja, os cientistas também estão desenvolvendo um cemitério digital para a Old St. Luke, para ajudar a visualizar a informação analisada pelo scanner.

O cemitério digital estará disponível em DVD, internet e demonstrações interativas para computador.

Os pesquisadores também acreditam que a nova técnica terá aplicações práticas em outros setores como segurança e medicina.

"Podemos usar a tecnologia para aviões não-tripulados no futuro, para detectar assinaturas esculpidas no chão, em antigas ruínas. E ajudar no diagnóstico de pacientes, por meio de exames da língua", disse Yang Cai.

Além disso, a tecnologia também poderá ser usada para prever um possível tsunami, examinando padrões na superfície dos oceanos do mundo.

 
 
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