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Líderes das Coréias lançam compromisso de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes da Coréia do Norte e da Coréia do Sul assinaram nesta quinta-feira uma declaração conjunta pedindo um acordo de paz permanente e laços econômicos mais estreitos na península coreana. A declaração, assinada pelo presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, e pelo líder norte-coreano, Kim Jong-il, foi firmada depois de uma histórica reunião de três dias entre as duas nações. "O sul e o norte compartilham da opinião de que devem encerrar o atual sistema de armistício e criar um sistema permanente de paz", diz o documento, que tem oito pontos. Como os dois lados não assinaram um cessar-fogo oficial depois da Guerra da Coréia - que ocorreu entre 1950 e 1953 e acabou com a divisão do território -, eles permanecem tecnicamente em guerra. Os dois líderes pediram negociações internacionais para discutir um acordo de paz formal. Essas negociações devem envolver os Estados Unidos e a China, que assinaram com a Coréia do Norte o armistício que pôs fim à guerra. Roh e Kim também concordaram em implementar algumas medidas econômicas, como a retomada do serviço de trens de carga entre os dois países, interrompido há mais de 50 anos. A reunião encerrada nesta quinta-feira na capital norte-coreana, Pyongyang, foi a segunda já realizada entre os dois países, e a primeira nos últimos sete anos. Depois da assinatura da declaração conjunta, Roh e Kim apertaram as mãos e fizeram um brinde Programa nuclear Na quarta-feira, a China anunciou que a Coréia do Norte concordou em desativar seu principal reator nuclear, em Yongbyon, e fornecer detalhes completos a respeito de seu programa nuclear até o dia 31 de dezembro. Um acordo nesse sentido foi fechado na semana passada em negociações em Pequim envolvendo a China, os Estados Unidos, o Japão, a Rússia, a Coréia do Norte e a Coréia do Sul. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o acordo para o fim do programa nuclear norte-coreano vai ajudar a assegurar a paz na região. O governo americano espera enviar na próxima semana uma equipe ao país para iniciar o trabalho de desativação do reator nuclear. Em troca, a Coréia do Norte vai receber ajuda econômica. Os Estados Unidos também prometeram tirar o governo de Pyongyang de sua lista de Estados que promovem o terrorismo. Cinco anos atrás, Bush rotulou a Coréia do Norte como parte de um "Eixo do Mal", formado também pelo Iraque (antes da invasão americana) e pelo Irã. |
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