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Governo de Mianmar culpa 'oportunistas' por violência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro de Relações Exteriores de Mianmar (a antiga Birmânia), Nyan Win, disse nesta segunda-feira, em um discurso na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que "protestos realizados por um pequeno grupo de ativistas" em seu país foram explorados "por oportunistas e alguns países estrangeiros". "A situação não teria se deteriorado caso o protesto inicial de um pequeno grupo de ativistas contra o aumento dos preços dos combustíveis não tivesse sido explorado por oportunistas políticos", disse Nyan Win. "Eles tentaram transformar a situação em uma demonstração política, ajudados e incitados por alguns países poderosos", afirmou, sem dizer a que países se referia. "Eles também se aproveitaram de protestos realizados inicialmente por um pequeno grupo de monges budistas que exigiam que autoridades locais se desculpassem por maus-tratos contra alguns monges." Na semana passada, a junta militar que governa o país do Sudeste Asiático reprimiu com violência os protestos liderados por monges havia vários dias. O governo de Mianmar confirmou a morte de nove pessoas nos confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança. Diplomatas e ativistas, no entanto, calculam que o número de mortos seja muito maior. Estima-se que cerca de 4 mil monges tenham sido presos. "Normalidade" Em seu discurso, Nyan Win disse que a "normalidade" voltou a Mianmar depois de vários dias de manifestações pró-democracia em diversas cidades. Diante de uma platéia internacional, Nyan Win afirmou que "o neocolonialismo" tentava disseminar a "desinformação" sobre abusos de direitos humanos em Mianmar. O ministro afirmou que as forças de segurança agiram com "máxima moderação" ao entrar em ação, depois que "a multidão se tornou indisciplinada". Na segunda-feira, o centro de Yangun, a antiga capital e principal cidade do país, onde foi realizada a maior parte dos protestos, estava quase de volta ao normal, disse à BBC um jornalista que não pode ser identificado por motivos de segurança. A ONU informou que seu enviado especial, Ibrahim Gambari, deverá se encontrar nesta terça-feira com o líder do governo militar de Mianmar, o general Than Shwe. Gambari chegou a Mianmar no último sábado. Na nova capital do país, Naypidaw, o enviado da ONU se reuniu apenas com membros do segundo escalão do governo. No domingo, Gambari teve um encontro com a principal líder da oposição, Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliar em Yangun. Gambari foi o primeiro estrangeiro a se reunir com ela em 10 meses. |
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