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Repressão afasta monges das ruas de Mianmar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Menos de uma semana depois dos maiores protestos em quase 20 anos em Mianmar, os monges budistas que lideraram as manifestações no país asiático praticamente desapareceram de vista na principal cidade do país, Yangun. As autoridades birmanesas mantêm uma forte presença de soldados nas ruas, apesar de não terem sido registradas mais manifestações. Cerca de 4 mil monges teriam sido presos durante os protestos contra o governo militar do país, reprimidos duramente pelas forças de segurança birmanesas. A BBC apurou que os monges presos, que estariam detidos em uma pista de corrida desativada e também em um colégio técnico em Yangun, devem ser transferidos para prisões no extremo norte do país. Fontes informaram ao serviço birmanês da BBC que os monges foram despidos de seus hábitos e acorrentados. Também há informações de que eles estariam se recusando a comer. Na semana passada, vários mosteiros foram invadidos pelas forças de segurança, e monges teriam sido agredidos. Tensão Oficialmente, dez pessoas morreram nos protestos da semana passada, mas diplomatas e ativistas afirmam que esse número pode ser muito maior. Segundo um jornalista em Yangun, os principais templos budistas e lojas da cidade foram reabertos, e a vida parece estar voltando ao normal para a maioria das pessoas. Mas a atmosfera permanece tensa, já que os moradores de Yangun sabem que os monges foram presos e temem que sejam os próximos a ser detidos. Representantes do governo disseram que o enviado especial da ONU a Mianmar, Ibrahim Gambari, vai se reunir com o líder do país, general Than Shwe, nesta terça-feira. Gambari chegou no sábado a Mianmar, mas até agora só se encontrou com membros de menor escalão do governo. No domingo, em Yangun, o enviado se tornou o primeiro estrangeiro a ter uma reunião com a líder dissidente Aung San Suu Kyi em dez meses. |
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