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Atualizado às: 30 de setembro, 2007 - 10h39 GMT (07h39 Brasília)
 
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Enviado da ONU se reúne com líderes em Mianmar
 
Ibrahim Gambari
Enviado da ONU, Ibrahim Gambari, quer solução política para crise
O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Ibrahim Gambari, se reuniu com os líderes militares de Mianmar (antiga Birmânia) e também com a líder do movimento pró-democracia Aung San Suu Kyi numa tentativa de mediar uma solução para a crise no país e pôr fim à violenta repressão aos protestos dos últimos dias.

Gambari, que é ex-ministro das Relações Exteriores da Nigéria, se encontrou com representantes do governo na capital Naypyidaw e com a líder dissidente Suu Kyi na principal cidade do país, Yangun.

Suu Kyi está há dez meses em prisão domiciliar. Ela integra a Liga Nacional pela Democracia, que venceu com folga as eleições de 1990 no país, anuladas pelos militares.

Nas duas últimas semanas, Mianmar teve as ruas tomadas por manifestantes protestando contra o governo militar, mas o número de pessoas nas marchas é agora muito menor e as principais cidades contam com forte presença militar.

Os monges budistas que estavam inicialmente liderando os protestos foram presos ou confinados a seus templos.

Rara crítica

De acordo com números do governo, dez pessoas foram mortas durante a violenta repressão às manifestações pró-democracia na semana passada.

Diplomatas e ativistas dizem que o número de vítimas foi muito maior.

A liderança militar de Mianmar normalmente ignora a pressão internacional contra o governo, mas desta vez até seu principal aliado, a China, criticou as ações do governo, assim como a Associação das Nações do Sudeste Asiático, da qual Mianmar faz parte.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse esperar que a paz retorne a Mianmar em breve.

"A China espera que todas as partes envolvidas (nos confrontos em Mianmar) exerçam a moderação, retomem a estabilidade por meios pacíficos o mais rápido possível, promovam a reconciliação interna e alcancem a democracia e o desenvolvimento", disse Wen em uma declaração.

Um enviado do Japão também está a caminho de Mianmar para garantir que haja uma investigação séria da morte do jornalista japonês Kenji Nagai, na última quinta-feira.

Imagens de vídeo do momento de sua morte aparentemente mostram um soldado atirando no japonês à queima-roupa enquanto as forças de segurança combatiam os protestos nas ruas de Yagun.

 
 
BerlimMianmar
Marchas pelo mundo pedem paz.
 
 
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