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Morre ACM, mas linhagem dos 'coronéis' vive, diz 'Economist' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revista britânica The Economist, na edição publicada nesta quinta-feira, traz um artigo sobre a morte do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), dizendo que “de algumas maneiras, o senhor Magalhães, o ‘imperador da Bahia’, era um dos últimos de sua linhagem”. “Para alguns brasileiros, sua morte no dia 20 de julho aos 79 anos marca o fim de uma era – a do coronelismo, o domínio dos líderes políticos à antiga conhecidos como ‘coronéis’”, diz o artigo, intitulado Extintos ou apenas se adaptando? A Economist reconhece o legado benéfico de ACM para a Bahia, dizendo que ele liderou o Estado num período de modernização industrial e que ele “era genuinamente adorado por muitos baianos”. “Mas ele era freqüentemente ditatorial e podia ser vingativo”, continua o artigo. Política mais competitiva A Economist diz que o senador vinha perdendo poder político, com a morte, em 1998, de seu filho Luís Eduardo Magalhães, cotado para o Planalto, e derrotas de políticos que ele apoiou em eleições importantes nos últimos anos. “Outros caciques tradicionais estão em declínio também. José Sarney (…) conseguiu se reeleger por pouco para o Senado no ano passado. Sua filha, Roseana, também cotada como futura presidente, perdeu a eleição para o governo do Maranhão.” Segundo a revista, vários fatores explicam o enfraquecimento dos coronéis, entre eles um maior acesso da população à educação e programas sociais como o Bolsa-Família, que tornaram os eleitores menos dependentes dos favores oligarcas locais. Mas o Brasil ainda não estaria livre da influência desses líderes. “Nas partes mais atrasadas do país, carisma pessoal e apadrinhamento ainda podem superar ideologia e organização”, diz o artigo. “O sistema partidário é fraco, com 21 partidos representados no Congresso. Legisladores regularmente trocam (de partido) entre eles. Em um grande país, em que cada Estado é um único distrito eleitoral, ter um nome reconhecido é crucial.” Mesmo assim, a Economist acredita que a “política brasileira está muito mais competitiva do que costumava ser” e que novos líderes locais não devem dominar seus Estados como ACM costumava dominar a Bahia. “Evolução, não revolução, está lentamente acabando com o cacique político brasileiro”, conclui a revista. |
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