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China prepara lista de 'indesejáveis' para Olimpíadas, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os serviços de inteligência chinesa estariam preparando uma lista de estrangeiros que não serão bem-vindos ao país durante os jogos olímpicos por serem potenciais 'manifestantes' aos olhos das autoridades locais. A informação foi divulgada pelo jornal South China Morning Post, que é baseado em Hong Kong. De acordo com a reportagem, que afirma ter ouvido fontes próximas ao governo chinês, espiões e consultorias contratadas pelo governo estariam reunindo informações sobre ativistas do mundo todo que poderiam tentar organizar protestos durante as Olimpíadas. Ainda segundo a reportagem, as autoridades chineses pretendem impedir a entrada desses ativistas no país. O governo chinês não deu nenhuma declaração oficial sobre o assunto confirmando ou negando a existência da lista. Os principais alvos da campanha seriam organizações não governamentais que lutam pela liberdade religiosa, proteção ao meio ambiente, respeito aos direitos humanos e pelo fim da crise de Darfur, no Sudão (país onde a China tem grandes investimentos em petróleo). O partido comunista estaria querendo se certificar de que a imprensa internacional não testemunhará durante os jogos manifestações que possam manchar a imagem da China, como foi o caso dos protestos da praça da Paz Celestial em 1989. 'Limpeza' "É surpreendente. Não esperávamos isso das autoridades", disse à BBC Brasil Mark Allison, pesquisador especialista em China do escritório da organização Anistia Internacional em Hong Kong. Allison ficou sabendo sobre a iniciativa pela imprensa. Segundo Allisson, afirma que o governo chinês está fazendo algo semelhante internamente. De acordo com ele, Pequim está promovendo uma “campanha de limpeza" da cidade para que não haja dissidentes pelas ruas durante os jogos. Ele acredita que a lista de “pessoas indesejáveis é apenas mais uma das muitas ações das autoridades para passar ao mundo uma idéia de que existe uma sociedade mais harmônica na China”. "Pessoas estão sendo mantidas em prisão domiciliar ou em campos de trabalho forçado sem julgamento além do tempo necessário só para garantir que não vão estar por perto na época dos jogos." Força-tarefa A reportagem do jornal South China Morning Post afirma que a elaboração da lista seria um dos maiores levantamentos de inteligência já feitos pelo país sobre membros de ONGs estrangeiras. Parte da coleta de informações estaria sendo conduzida pelo Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas, uma consultoria ligada ao Ministério da Segurança Nacional que dispõe de uma força-tarefa exclusiva para assuntos relacionados às Olimpíadas. Os corpos consulares e missões diplomáticas da China no mundo todo também deverão contribuir “para a seleção dos nomes dos visitantes indesejáveis”. O jornal não diz quando a lista ficaria pronta, nem se ela seria anunciada à imprensa. |
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