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Argentinos 'tentam entender' derrota na Copa América | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os argentinos tentavam entender, no domingo, por que foram derrotados para a seleção brasileira de futebol, na final da Copa América. A equipe argentina, como disse o ex-técnico da seleção azul e branco, Carlos Bilardo, comentarista da TV Fox, era a favorita para a decisão desta competição, realizada no estádio Pachencho Romero, de Maracaibo, na Venezuela. “Mas o Brasil jogou bem”, conformou-se. No programa Sports Center, da TV ESPN, outro especialista, Jorge Barril, resumia assim a vitória da seleção Na mesma emissora, Sérgio Vázquez desabafava: “Não gosto de perder para o Brasil e esperava que a seleção argentina fosse sair campeã”. Antes da partida, a certeza da vitória de uma equipe invicta durante o campeonato era registrada nos principais jornais do país. Por el salto al título (“O salto para o troféu”, numa tradução livre), escreveu o jornal La Nación. Con Messi y Riquelme, Argentina va por la gloria ante Brasil (“Com Messi e Riquelme, Argentina vai pela vitória diante do Brasil”), publicou o jornal Perfil. Neste torneio, a Argentina ganhou cinco partidas e goleou em quatro delas, como recordaram os especialistas. O mesmo, afirmaram, não aconteceu com o Brasil, que perdeu para o México e ganhou do Uruguai nos pênaltis. "Foi o destino", disse o jogador Roberto Ayala, autor do gol contra que favoreceu o Brasil. "Triste derrota para o Brasil", completou o jornal Página/12. “Mufa” A expectativa era que a seleção quebrasse a “mufa” (como os argentinos dizem azar) dos 14 anos seguidos sem um título nesta competição. Talvez por isso, informou a TV TN (Todo Notícias), o técnico Alfio Basile, decepcionado, preferiu cancelar a entrevista coletiva programada para depois da partida. Como escreveu o jornalista Claudio Mauri, do La Nación, uma partida entre Brasil e Argentina é sempre um clássico, e o resultado não depende só de quem joga melhor, mas da tensão emocional, que pode ser decisiva num jogo assim. Há três anos, no Peru, recordou, o Brasil também venceu a Argentina numa final. A diferença desta vez, observaram diferentes analistas, foi que a seleção argentina contou com seus melhores nomes, enquanto o técnico Dunga formou um time com as ausências de Ronaldinho, Kaká e Zé Roberto, além de ter enfrentado, no último momento, a lesão sofrida por Fred. Nesta Copa América, lamentaram, a Argentina marcou 16 gols, e o Brasil, 12. Toquinho A matemática também foi outro comentário, neste domingo, para tentar se entender a derrota. No primeiro gol da seleção brasileira, houve fogos – talvez dos turistas do Brasil que invadem Buenos Aires. Mas quando a partida terminou, os argentinos não disfarçavam a decepção. "Desilusão argentina", escreveu a TV TN na tela. "Não houve revanche", informou a TV América. Por sua vez, o comentarista do canal 13 afirmava: "Uma tarde negra para os argentinos, com uma equipe que teve muitos erros". Pouco antes, quando o Brasil fez o segundo dos três gols, outro comentarista da mesma emissora Poucos dias antes, durante um show em homenagem a Vinícius de Moraes, num teatro da capital argentina, o músico brasileiro Toquinho afirmou que tinha inveja da seleção argentina. “Quem dera a nossa seleção verde e amarelo fosse como a de vocês”. O público delirou aos gritos de: “Argentina, Argentina”. Mas isso foi bem antes da decisão deste domingo. |
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